sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

A DÉCADA RIO-LARGUENSE



O que tivemos em Rio Largo de 2009 a 2019?

Gosto de números cabalísticos assim para montar um cenário e entender o que foram esses 10 anos para a cidade de Rio Largo.

Então vamos lá:

2010: Enchente devastadora logo após o primeiro ano de mandato de Toninho Lins, milhares de desabrigados, mortos, desaparecidos.

2011: Construção das casas para os desabrigados das enchentes, o cadastro sendo feito pela prefeitura, gestão Toninho Lins.

2012: Prisão de 8 vereadores e 2 foragidos + prefeito de Rio Largo por corrupção, sua vice Fátima assume, sendo ela agora responsável pelo cadastro dos desabrigados; Toninho Lins mesmo assim consegue se reeleger, agora com a ex-prefeita Maria Eliza como sua vice.

2013: Justiça afasta mais uma vez Toninho Lins, sua vice Maria Eliza assume e que toca os cadastros dos desabrigados, em todo esse período a cidade uma pocilga sem fim. As casas para os desabrigados começam a ser entregues. Toninho Lins volta ao cargo.

2014: Cidade abandonada, casas da reconstrução sendo invadidas, bagunça dos cadastros, população da cidade aumentando desordenadamente, cidade crescendo naturalmente mas sem nenhuma infraestrutura, descaso por parte dos vereadores e prefeito.

2015: Mais processos contra o prefeito Toninho Lins, já eram quase 10 no acumulado;

2016: Ano de eleição, Toninho Lins não resiste a pressão e decide renunciar ao mandato para focar na defesa contra seus processos, fato inédito em Rio Largo. Mais uma vez, agora em definitivo, Maria Eliza assume a prefeitura. Pouco tempo depois a justiça decidiu afastar Maria Eliza por irregularidades na contratação de empresas, e o presidente da Câmara deveria assumir o cargo, porém 3 dias depois Maria Eliza consegue reassumir o cargo. Gilberto Gonçalves (“Eu quero meu dinheiro”) é eleito prefeito.

2017: Gilberto Gonçalves começa com muita sede ao pote, tenta cobrar todo o tipo de imposto, aumentando suas taxas sem qualquer estudo de impacto, consegue fazer algumas obras de infraestrutura relevantes na cidade, asfalta ruas, entrega a feira da mulambeira totalmente equipada.

2018: Gilberto Gonçalves age como se Rio Largo fosse um feudo seu, persegue empresários, assedia moralmente funcionários públicos, aumenta absurdamente a taxa de iluminação pública, dificulta o ambiente de negócios da cidade, age até contra feirantes. Rio Largo se torna a cidade com mais desempregados de Alagoas.

2019: Gilberto Gonçalves é cassado por 10 x 1 pela Câmara de vereadores acusado de nomear a filha menor de 21 anos, contrariando a lei orgânica do município; Também pela nomeação dos filhos como sócios administrativos, o que contraria a lei de regime jurídico do servidor e pelo uso da máquina pública para fins particulares. Sua vice e esposa Cristina Gonçalves assume o comando da cidade; O TJ-AL determina retorno de Gilberto Gonçalves à Prefeitura de Rio Largo.

Por outro lado também temos a famigerada oposição, que  não é nenhum pouco o poço das virtudes, pelo contrário, é fraca, são sempre os mesmos e que discutem baboseiras politiqueiras em grupos de Whatsapp, que no frigir dos ovos tornam-se mais do mesmo, se não mudam de postura. Mas eles sabem que é isso que decide uma eleição. É simplesmente futebolizar as discussões, isso é assim em qualquer canto.

É isso. Sim, é possível que eu tenha esquecido um caso ou outro, evidente a maioria puxei pela memória com uma ajudinha do Google. 

Rio Largo padece;  Violência, desemprego, demagogia. Resta ao eleitor analisar todo o retrospecto, pesar os prós e contras de cada representante e analisar se sua vida está realmente melhor ou não. 

Estou no Twitter: @vanildoneto | @BlogPoliticaAL


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