terça-feira, 25 de dezembro de 2018

SINAL DOS TEMPOS


O ano de 2018 foi mais um ano incomum no Brasil. De 2013 para cá, é verdade, nunca mais os anos foram os mesmos.

Passamos por um período totalmente destoado, onde as coisas insistem em não se ajustar, principalmente quando o assunto é o debate político. Também pudera, as visões ideológicas estão a flor da pele, algo nunca visto na história recente do Brasil.

A esquerda viu a direita ressurgir das cinzas, se reorganizar e pautar o debate público, não desceu do alto da sua arrogância e viu dona's Regina's surgirem na internet, renegando essa pauta progressista totalmente desconectada da realidade do Brasil comum.

As eleições chegaram, Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil e com ele uma legião conservadora e liberal tem construído um debate em torno de novas ideias para o país, enquanto a esquerda insiste na retórica cansada de sempre.


Bolsonaro elegeu vários neófitos na política, que nunca disputaram uma eleição na vida, e essa é sua base a partir do ano que vem. Uma base, diga-se de passagem, totalmente imprevisível, que mesmo antes de assumir já tem causado.

Por outro lado, se a esquerda quiser voltar ao debate precisa entender quais os anseios do povo, e que com certeza passa longe do #LulaLivre que boa parte ainda insiste em pregar. 

A oposição precisa organizar um bloco longe da toxicidade do PT, que deixou de ser partido há bastante tempo e deu lugar a uma seita insana. Ao que parece PDT, PSB e PCdoB começaram a formar esse bloco, onde também outras legendas poderão se unir a eles, caso se identifiquem com as propostas.

A melhor proposta apresentada esse ano, e que surpreendeu nas urnas, veio do Partido Novo, que deu 5% dos votos para João Amoêdo para Presidente da República, fez 8 deputados federais e Romeu Zema como governador de Minas Gerais, o 2° maior colégio eleitoral do Brasil.

O Novo pegou um gancho interessante e que explica seu crescimento e simpatia pelos eleitores, o brasileiro tem compreendido que quem paga essa farra com o dinheiro público é ele mesmo. Tem compreendido que não existe dinheiro do governo, mas sim existe o dinheiro dos pagadores de impostos que é sugado e que não dar o retorno esperado pela sociedade.

A foto que ilustra esse post é da cerimônia de diplomação dos deputados e governador eleito em Minas Gerais, que poderia ser trocada por outras tantas situações semelhantes que tem acontecido.

Uma placa escrita 'Lula Livre' da deputada eleita do PT deu início à confusão; gritos de 'Bolsonaro' e a favor do ex-presidente petista também tomaram conta do evento. Tivemos também gritos de Bolsonaro no momento da posse da deputada reeleita do PT, Maria do Rosário, no Rio Grande do Sul, e empurra-empurra na diplomação dos deputados de São Paulo protagonizada por Alexandre Frota e um militante do PSOL.

São cenas lamentáveis, instigadas principalmente pelas redes sociais, trazidas para o mundo real e que não acrescenta em nada no debate.

A lacrosfera infelizmente tem saído do ambiente virtual, o que explica a impopularidade da política, principalmente pela demagogia que já está arraigada.

São sinais dos tempos que vivenciamos, que dão conta de que não mudará nem tão cedo. O extremismo está cada vez mais em evidência, e precisa ser combatido da esquerda para a direita, sem distinção.

Estou no Twitter: @vanildoneto
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