sexta-feira, 26 de outubro de 2018

QUE FIM LEVOU O PSDB EM ALAGOAS?


A cada nova eleição o PSDB definha um pouco. Nacionalmente o fracasso da campanha de Geraldo Alckmin já mostrou isso. Aécio Neves que era a grande liderança do PSDB em 2014 viu sua popularidade ruir por conta de diversas denúncias e escândalos envolvendo seu nome, infelizmente sendo salvo pelo ministro Gilmar Mendes. 

De tanto desgaste, Aécio não arriscou perder o foro privilegiado e desceu do Senado e se candidatou para Deputado federal, sendo apenas o 19º mais votado. Uma queda vertiginosa.

Em Alagoas desde a saída de Teotônio Vilela do Governo do Estado em 2014, o partido não tem uma liderança que carregue o tucanato para uma renovação política que sustente a legenda em um pacto a unir suas lideranças em torno de um projeto em comum.

Para as eleições deste ano, todas as atenções se voltaram ao prefeito de Maceió, Rui Palmeira, como sucessor natural e candidato contra o atual Governador Renan Filho. Hipótese essa que fez os palacianos perderem o sono por um bom tempo.

Aparentemente, Rui Palmeira é o nome mais temido dentro do governo do Estado, tanto é que tentaram desgastar seu nome durante todo esse período de dúvida se Rui iria ou não disputar o governo. Rui decidiu não ir.

Depois o PSDB sondou Rodrigo Cunha, que acabou saindo para o Senado e vencendo, o que deixou o saldo não tão negativo para o partido. 

Em 2014, último ano de mandato de Téo Vilela, o PSDB lançou Julio Cezar, então vereador na cidade de Palmeira dos Índios. E para esse ano cogitou lançar o vereador de Maceió, Eduardo Canuto como cabeça de chapa. Claramente nomes de pouca expressão para uma disputa desse tamanho.

O partido vem nitidamente jogando como café com leite numa disputa que exige o seu melhor quadro para um cargo de extrema representatividade e acima de tudo, de muita responsabilidade. O PSDB hoje sequer consegue se organizar para lançar um candidato ao governo, mesmo hoje comandando os dois maiores colégios eleitorais de Alagoas; Maceió e Arapiraca.

No apagar das luzes, o PSDB topou se coligar com o Senador Fernando Collor para disputar a eleição contra a reeleição de Renan Filho, e conseguiu ficar com a vaga de vice, sendo colocado o presidente da Câmara de Maceió, Kelmann Vieira. Após Collor abandonar a disputa alegando pouco engajamento do ninho tucano, nem seu vice Kelmann queria manter-se candidato, e que de quebra declarou voto no seu adversário Renan Filho.

O PSDB não orientou voto para o segundo turno. O PSDB não orientou voto em Alagoas. Ou o partido procura se reconstruir e se reinventar nesse novo momento da política, dando um norte as diretrizes do partido e saindo de cima dos muros de sempre, ou a derrocada será inevitável, ficando cada vez mais inexpressivo, até sumir pela temida cláusula de barreira - que exige um desempenho mínimo na votação para continuar tendo direito à propaganda gratuita e ao fundo partidário.

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