domingo, 28 de outubro de 2018

JAIR BOLSONARO É ELEITO O 38º PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BRASIL


O Brasil pagou pra ver. 

Não caiu no corriqueiro terrorismo eleitoral do PT e elegeu um presidente de um espectro político totalmente oposto do que tínhamos desde a redemocratização. 

Jair Bolsonaro foi eleito o 38º Presidente da República Federativa do Brasil.  Ele tem uma oportunidade única de quebrar o monopólio das virtudes que a esquerda e o PT julgam ter. Nos habituamos com a esquerda disputando o poder entre extrema e moderada. Bolsonaro tem oportunidade de fazer seus críticos queimarem a língua nas acusações que fazem a ele, caso contrário, enterrará esse projeto antagonista ao que temos hoje no Brasil, sabe-se lá por quanto tempo.

A popularidade de Bolsonaro foi algo assustadoramente espontâneo, não tem como negar. Foi algo tão fora da curva, que de tanto propagarem que ele não conseguiria governar, pois o Congresso não deixaria caso não negociasse com os deputados e senadores de lá, e com isso seria isolado por eles, que se elegeram vários deputados e senadores alinhados ao nome Bolsonaro, o que deixa o futuro governo numa posição muito confortável. Pelo menos mais do que se esperava.

O PSL ao qual Bolsonaro se filiou em março, passou de oito para 52 deputados (de um total de 513), entre eles seu filho Eduardo Bolsonaro, superando as expectativas dos “bolsonaristas” mais otimistas. No Senado obteve quatro cadeiras de um total de 81 no Senado, entre elas a do seu outro filho Flávio Bolsonaro.

Isso sem contar os partidos e bancadas que já no primeiro turno declararam apoio a Bolsonaro, como por exemplo a ruralista, que conta com mais de 260 parlamentares.

Passou a eleição. É chegada a hora de desarmar os palanques e acalmar os ânimos. Jair Bolsonaro obteve 55,2% dos votos, Haddad obteve 44,7%. 

Agora Bolsonaro será o Presidente de todos os brasileiros. 

Bolsonaro será o presidente da iniciativa privada, do funcionalismo público. Será presidente do professor, do estudante, do jovem, do homem, da mulher, do gay, do indígena. Será o presidente dos evangélicos, dos católicos; Será também presidente das religiões de matriz africana, xangô, umbanda. Será o presidente da esquerda, da direita, dos liberais. Será presidente dos aliados e da oposição. Será o presidente do Haddad e do Lula. Bolsonaro terá que ouvir a todos e acima de tudo respeitá-los, sem distinções. 

Está na hora de ser mais republicano nos discursos e nas ações. Já passou da hora de pacificar a militância e a oposição, acalmar o país. As declarações agora precisam ser milimetricamente pensadas a cada virgula, ser o mais claro possível nas ideias que se pretende para o país. 

A oposição fará um estardalhaço para cada declaração dúbia que Bolsonaro e seus aliados venham a dar, vão esperar por qualquer ato falho. E torço para que ele tenha uma oposição forte, atuante e propositiva, por isso não pode ficar a cargo do PT liderá-los.

Nos próximos dias já devemos conhecer a equipe que fará a transição com o Governo Michel Temer. O Brasil tem reformas urgentes que não podem mais serem jogadas para debaixo do tapete. 

Bolsonaro deixou de ser pedra - papel no qual atuou durante 30 anos de vida pública - para se tornar vidraça; Essa que será a mais atingida da política brasileira em muito tempo.

E que faça um bom governo. O Brasil precisa e muito.

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