domingo, 9 de setembro de 2018

QUEM TEM MEDO DO AMOÊDO?


Um partido novo, sem tempo de TV, sem histórico na política. Onde um cenário como esse poderia fazer um candidato se destacar numa campanha eleitoral?

Esse tem sido o cenário de João Amoêdo, candidato a Presidência da República pelo partido Novo, que a cada nova pesquisa cresce um pouco e se torna mais conhecido, graças - principalmente - as redes sociais. 

Amoêdo que apresenta um discurso liberal, tem estimulado a curiosidade dos que não querem votar nos extremos, e muito menos nos candidatos mais tradicionais, que dominam o cenário e o debate político há décadas. 

Sua campanha não usa dinheiro público do fundo eleitoral, no qual teria direito. O partido sobrevive exclusivamente dos filiados que contribuem com uma taxa mensal.

O partido Novo foi oficializado em 2015 e disputou sua primeira eleição em 2016, elegendo 4 vereadores, em 4 capitais; Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Que já teriam economizado pouco mais de 4 milhões do dinheiro público, seguindo as diretrizes do partido.

João Amoêdo vem na contramão de todos que disputam a eleição presidencial. Defende abertamente a privatização das estatais, o liberalismo econômico, desburocratização, o combate ao desperdício de dinheiro público e aos privilégios de políticos e servidores. Ninguém toca nesse assunto, principalmente em período eleitoral.

No começo da campanha não chegava nem a pontuar, hoje aparece empatado com Geraldo Alckmin, que tem tempo de TV, estrutura de campanha e é infinitamente mais conhecido que o candidato do Novo.

Talvez por isso os seus adversários tenham começado a atacá-lo, observando o crescimento espontâneo de um candidato que sequer consegue participar dos debates, por não ter o mínimo de parlamentares exigido por lei no Congresso Nacional.

Os próprios jornalistas tem um certo preconceito com Amoêdo, alguns acham que só porque ele nunca exerceu cargo eletivo, ele não entende o sistema político, mesmo respondendo todas as questões de forma coerente com o que acredita.

Como li recentemente num artigo, o discurso de Amôedo é de fato uma novidade saudável para o debate público no Brasil. E talvez ele hoje, esteja plantando os frutos que serão colhidos lá na frente.

Entretanto as pesquisas mostram que esses frutos podem ser colhidos bem antes do que se imagina, o que está fazendo muita gente repensar se de fato o tal do voto útil, não seria no próprio Amoêdo.

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