sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O TRAUMA FERNANDO COLLOR


O Brasil é aquele país que não consegue largar o seu passado. A cada nova eleição nós temos aspectos peculiares a observar, porém sempre nos atemos as mesmas ladainhas políticas e discursos que não agregam em nada ao debate e que apenas tentam causar pavor e desconfiança.

E a figura sempre lembrada quando aparece uma novidade na política é a do ex-presidente Fernando Collor, hoje Senador da República e recém desistente na disputa pelo Governo de Alagoas.

Collor, como todos sabem, quando Presidente da República sofreu um processo de impeachment em 1992, acusado de integrar esquema de corrupção criado por seu tesoureiro de campanha Paulo César Farias. Antes na campanha prometeu ser o caçador de marajás e combater a corrupção, logo deu no que deu.

E por todo o trauma causado pelo governo de Collor na Presidência da República, usam a figura dele como um modelo abominável na política e o PT sempre tenta jogar a encarnação de Collor em seus adversários para amedrontar o eleitor, mesmo após 29 anos daquela eleição.

Em 2014 Aécio Neves era o Collor da vez, procuravam trejeitos, discursos semelhantes, a até aparência entre eles, tanto física como de classe social e política.

Fato curioso naquela eleição, foi quando o ex-presidente Lula, em mais um de seus raivosos discursos contra seus adversários - nesse caso contra Aécio -, comparou o candidato do PSDB com Collor, mesmo ironicamente na época, tendo Collor em seu palanque, pedindo voto para Dilma e Lula pedindo voto para Collor se reeleger senador em Alagoas.

Em 2018, não poderia ser diferente, e o modelo Collor é mais uma vez o espantalho que devemos evitar de cometer o erro. 

No começo da campanha ele veio na forma de João Amoêdo, candidato pelo partido Novo, com um discurso liberal e um neófito na política.

Não colou, então a metralhadora girou para Jair Bolsonaro, que mesmo já sendo político sobrou a figura ameaçadora que promete combater o sistema político e o establishment, o que faz com que seus adversários, principalmente o PT, se use disso para tentar influenciar usando o medo e o mesmo discurso manjado de todas as eleições.

O trauma Fernando Collor só cola no discurso da esquerda e do PT, que faz com quê a militância mantenha um discurso cansado e que só abastece a retórica deles para eles mesmos.

Tentam causar pavor no eleitor, que já conheceu um governo bem mais nocivo que o de Collor na presidência, que também acabou em impeachment em 2016. 

Se vale a coincidência, ela provavelmente também irá se eleger senadora, seguindo os passos de Collor, só que pelo estado de Minas Gerais.

Seu nome: Dilma Rousseff.


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