sexta-feira, 14 de setembro de 2018

APÓS ABANDONAR DISPUTA, COLLOR SAI MENOR DO QUE ENTROU


O senador Collor não é mais candidato ao governo de Alagoas.

Em vídeo divulgado na noite de ontem, o Senador Fernando Collor anunciou a desistência da sua candidatura ao governo do Estado. De fato era uma faca de dois gumes. Ou esperava o resultado das urnas no dia 07 de outubro, ou desistia e economizaria a vergonha que já vinha aparecendo nas pesquisas de consumo interno.

Pois bem, qualquer que fosse a escolha, eleitoralmente o saldo foi muito ruim para Collor, diante do desgaste que sua imagem sofreu junto ao eleitor, que em 2014 o reelegeu para mais 8 anos como senador.

Vários foram os erros de campanha, mas ficou claro nas palavras de Collor que ele está até aqui de mágoa com o PSDB local, no qual declarou, ter sido convidado a liderar a frente de oposição ao atual governo, mas que não houve reciprocidade para que sustentasse a candidatura.

O PSDB não entrou por completo na campanha de Collor, destaques para o candidato ao Senado, Rodrigo Cunha, e o ex-governador Teotônio Vilela. Ambos foram publicamente contra a aliança, que em verdade foi desenhada pelo PP de Biu e Arthur Lira.

O senador Collor também não é nenhum ingênuo. Prevendo a reeleição de Renan Filho, e sabendo das pretensões do Governador para o final do seu segundo mandato, a única vaga disponível ao senado é a do próprio Collor em 2022, no qual é muito provável que Renan Filho entre na disputa. 

A candidatura de Collor esse ano foi, antes de tudo, uma autoproteção já visando esse provável cenário.

Quem se deu mal por tabela foi o senador Biu de Lira, que virou aliado de Collor aos 45 do segundo tempo, e tem puxado essa rejeição do esvaziamento da campanha para o seu palanque, mesmo conseguindo pelo interior fazer algumas dobradinhas com seu adversário Renan Calheiros.

A participação de Collor nesse pleito, pelo menos movimentou um pouco e tirou Renan Filho da sua zona de conforto, onde se desenhava uma eleição por WO, cenário esse que voltamos agora.

Portanto, mais do que nunca agora, é foco total na eleição para o senado, já que a disputa para o Governo está praticamente decidida à favor dos Calheiros.

Aparentemente a desistência de Collor, da forma que foi, dá sinais de fim de carreira política para o ex-presidente, com validade até dezembro de 2022, quando termina seu atual mandato como senador.

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