domingo, 8 de julho de 2018

IMPOSTO QUANDO DESNECESSÁRIO É ROUBO



Dentre tantas qualidades que um gestor público tem que ter, o bom senso é fundamental. A partir desta conseguiremos analisar as suas demais. Começar com bom senso é importantíssimo para tratar da coisa pública com responsabilidade.

Ao que me parece bom senso não tem sido o forte da prefeitura de Rio Largo e do seu prefeito Gilberto Gonçalves. GG colocou para frente um projeto no final de 2017 para taxar placas de propaganda no município. Mas não é qualquer placa não, são todas e quaisquer publicidade que esteja em território municipal, seja de pessoa física ou jurídica. Se fez propaganda de um outdoor, paga. Se colocou propaganda num carrinho de picolé, paga também.

Estamos falando da absurda cobrança de uma taxa por você colocar a fachada na sua loja. Uma taxa por você simplesmente sinalizar onde fica o seu comércio, informando promoções, cavaletes, panfletos, até plotagem de carros.

Os vereadores que deveriam representar o povo, e que caso na falta do bom senso monocrático do prefeito, se espera que esse colegiado represente os interesses dos cidadãos, evidentemente no uso das suas atribuições legais, sendo esse um dos principais deveres do cargo que eles ocupam. 

Porém, seguindo a tradição da cidade, os vereadores são sempre muito coniventes com a gestão do prefeito, os interesses de poucos se sobrepõem ao da maioria que com certeza é contra essa cobrança.

Alguns deles mesmos praticam atividade comercial na cidade, entretanto para quem é amigo do rei, nada atinge, nem prejudica.

Num país com uma massacrante carga tributária e com um alto índice de desemprego, é incompreensível que um município como o de Rio Largo, que já apresenta uma atividade comercial quase que nula, decida aprovar mais um projeto que onere ainda mais o cidadão para aumentar a arrecadação. É quase um crime contra o povo, porque tira investimentos e mão de obra para as cidades vizinhas.

É importante lembrar que essa não é a primeira atitude da câmara de vereadores junto com a prefeitura que prejudica os rio-larguenses. Recentemente aconteceu um "erro" no calculo da cobrança da taxa de iluminação pública. A prefeitura mandou o projeto contendo um "erro", e a câmara, que tem a função de analisar mais a fundo e esmiuçado, deixou passar, causando um imenso transtorno na cidade. O constrangimento foi geral, entre executivo e legislativo, que deixa claro que tudo que é proposto pela prefeitura para os vereadores, é aprovado sem muita cerimônia e questionamento.

Há muitos anos que o comércio de Rio Largo e a atividade comercial não é atrativa para os pequenos e médios empresários. Numa cidade que foi conhecida por ter sido o berço da industrialização do estado, hoje é o comercio que de fato emprega e faz a economia girar. A cobrança totalmente desnecessária desse imposto, se assim se mantiver, custará empregos e investimentos dentro da cidade pelo setor produtivo. Serão menos empregos simplesmente para alimentar a máquina pública.

Em entrevista, o secretário de finanças da cidade, transparecendo total indiferença com a indignação geral, falou que tudo está dentro da lei. O que não quer dizer que isso seja justo e que não seja abusivo.

A população após receber mais esse revés, deveria aprender e entender que isso só acontece hoje pelas escolhas que foram feitas nas eleições, e nesse momento é importante cobrar dos que foram eleitos uma posição sobre isso de forma mais enérgica, principalmente as associações comerciais e sociedade civil organizada.

A prefeitura e vereadores de Rio Largo deveriam entender que pouco ajuda quem não atrapalha, e essa medida atrapalha e muito quem realmente movimenta a atividade econômica da cidade e tenta se manter de pé.

Todavia, isso é querer demais de quem não se esperava atitudes diferentes.

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