sábado, 28 de abril de 2018

TSE IMPEDE PROCESSO SELETIVO NO PARTIDO NOVO



Por decisão unânime, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), excluiu do estatuto do Partido NOVO a criação de comissões prévias de seleção de candidatos.

Mas o que são essas comissões?

Nada mais que um processo seletivo com as pessoas que pretendem se candidatar pelo partido e se identificam com os princípios que o NOVO defende, esse é um dos critérios utilizados para analisar e conferir o apoio aos pré-candidatos. O que era para ser algo elogiado e até servir de exemplo para outros partidos, se transformou em pauta judiciária.

Segundo o TSE tais comissões restringem a liberdade da convenção partidária na escolha dos candidatos, ficando a cargo delas - as convenções -  decidir de forma “democrática” quem será candidato.

Sinceramente eu não sei o que eu acho mais cômico, se é o TSE falando em liberdade – mesmo quando interfere diretamente no estatuto de um partido político, ou nele acreditando na legitimidade das convenções partidárias como grande referência de decisão democrática para a escolha de candidatos, excluindo totalmente dessa análise a interferência dos caciques dos partidos nas escolhas dos nomes para a disputa eleitoral.

Com essa decisão o TSE presta um grande desserviço à inovação política, o modelo proposto pelo NOVO é de grande valia, tende a tentar melhorar a qualidade dos nossos representantes, claro que só isso não chega nem perto de resolver nossa crise política, porém já é um grande diferencial.

Desde quando foi criado, oficialmente em 2015, o Partido NOVO tem proposto um novo modelo de política, a exemplo não usar o fundo partidário, o único partido no Brasil a fazer isso.

São por decisões como essa do nosso judiciário que é praticamente impossível tentar melhorar nossa classe política, inovamos apenas nos mais diversos tipos de escândalos de corrupção endêmica.

Pobre Brasil, fadado a ser eternamente a república das bananas.

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