quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

O ETERNO CAPITALISMO DE COMPADRIO DOS ENGENHOS ALAGOANOS



Que as usinas de cana estão quebradas isso todo mundo já sabe há muito tempo, o que não corresponde com a realidade de seus herdeiros, esses vão muito bem, diga-se de passagem. O setor que já foi um dos que mais empregava em Alagoas é o mesmo que ainda hoje dar prejuízo ao Estado, consequentemente a nós que sustentamos muito bem o governo através de impostos. A aristocracia do açúcar aprendeu muito bem a viver assim.

Prazos maiores, isenções, reduções da carga tributária, tudo que o pequeno e médio empresário nunca teve as nossas grandes massas falidas ganham com frequência de todos os governos que entram, tudo para manter uma produtividade que a cada ano só declina. Segundo os usineiros devido as externalidades que eles não conseguem controlar, como por exemplo a estiagem, um dos principais motivos do prejuízo na safra.

Nada justifica essas empresas centenárias reclamarem e culpar todos a sua volta, culpam todos menos eles próprios, não fazem nem mea culpa. As usinas não se organizam porque mantém uma gestão engessada e  uma estrutura muito defasada, totalmente improdutiva, não investem em tecnologia, também mantém ainda uma gestão coronelista do tempo de seus antecessores. Pararam no tempo.

Salvam-se raras exceções diante de um mercado com tantas usinas, principalmente aqui em Alagoas que já foi o segundo maior produtor do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo. 

Recentemente 7 usinas entraram com pedido de recuperação judicial, fazem isso depois de usufruir da boa fé dos fornecedores durante a safra e que caso o pedido de recuperação seja aprovado dificultará ainda mais que os fornecedores recebam o que lhe são devidos, enquanto isso a aristocracia do açúcar vive desse capitalismo torno de compadrio, de estreita relação entre os empresários e o governo, isso quando eles não são o próprio governo ou se candidatam para legislar em causa própria.

É isso que dá quando envolvemos o público com o privado, pagamos uma conta que não é nossa e continuamos a pagar, sustentando verdadeiras massas falidas que vivem desse protecionismo estatal desde sempre, mimados por vários governos não sabem viver e arcar com seus prejuízos.

Infelizmente continuamos a penalizar milhares para beneficiar uma pequena casta cheia de privilégios, enquanto seus fornecedores fecham as portas, seus funcionários passam fome e Alagoas continua atrasada.

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