quarta-feira, 9 de agosto de 2017

PREFEITURA E VEREADORES PÕE FIM AO UBER EM MACEIÓ


O Brasil possui hoje mais de 13 milhões de desempregados, dentre todos os estados, Alagoas é o 4º do país com maior índice de desemprego. O brasileiro tem que se virar para conseguir fechar as contas no final do mês, isso graças a uma crise econômica e política que perdurará ainda por bastante tempo.

Muitos desses que se encontram sem emprego recorreram ao Uber como alternativa de complementação de renda, ou até mesmo para ter alguma renda para sobreviver, o aplicativo trouxe também mais liberdade aos usuários e direito de escolha, com baixo custo e serviço impecável, algo que há muito tempo não era visto por aqui.  Logo o sucesso do aplicativo foi incomodando quem detinha o monopólio do serviço, que era prestado de forma bastante insatisfatória e deficitária.

Nessa semana os Vereadores de Maceió aprovaram a PL 120/2017 que regulamenta a Uber na capital alagoana. Segundo o PL, de autoria a Prefeitura de Maceió, uma taxa no valor de R$ 120 deverá ser paga por veículo cadastrado à SMTT. Pagamento este feito pela administradora da plataforma digital, dentre outras exigências. 

Não precisa ser nenhum expert para saber que no final de tudo quem vai pagar por isso vai ser o usuário, já tão massacrado por uma carga tributária absurda, tornando o aplicativo inviável para rodar em Maceió. A prefeitura nem ao menos se preocupou em saber da população o que ela achava do projeto, empurrou goela a dentro.

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira diz entender que a “Uber é importante, mas é uma corporação mundial que fatura bilhões de dólares em todo o mundo, e não me parece certo que ela use algo regulamentado pelo município e não pague imposto."

Pois bem, a Uber - como bem disse o prefeito Rui Palmeira -, por ser uma corporação mundial, e de capital privado, sentindo um ambiente comercialmente inviável e que não lhe trará retorno, simplesmente deixará de existir em Maceió, indo para outros países, estados e municípios, gerando emprego e renda em outros lugares, enquanto por aqui os usuários e principalmente quem gerava renda através do aplicativo ficará no prejuízo, e isso por culpa exclusiva da prefeitura de Maceió.

Como bem disse a Uber em nota: “A prefeitura enquadrou inovações tecnológicas em regras do século passado.”

E tudo que o Brasil não precisa são de mais burocratas que só atrapalham a vida do cidadão, que empurram cada vez mais impostos e tiram as alternativas que geram riqueza e bem estar. 

Parabéns, Rui Palmeira. Parabéns por colaborar com o desemprego que já penaliza tanto o maceioense. Parabéns por prezar o corporativismo, e acima de tudo, parabéns pelo desserviço a livre concorrência.

Todo o ônus disso vai para a sua conta.

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