quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

ABERTA A TEMPORADA DAS CALAMIDADES ADMINISTRATIVAS


Passada a euforia das eleições e das infindáveis promessas eleitorais, os prefeitos enfim assumiram suas funções e deram de cara com a dura realidade das verdadeiras massas falidas que encontram-se as prefeituras, devido principalmente a crise econômica que o país atravessa. Em verdade isso já é uma reclamação costumeira de quem assume, mesmo que seja um legado de um aliado, o importante é deixar claro que você está pegando a famosa herança maldita deixada pelo antecessor, é a brecha que o político precisa para ter a desculpa e não cumprir com suas promessas de campanha devido a situação que as contas públicas foram encontradas.

Isso seria facilmente resolvido se a lei de acesso a informação fosse cumprida a rigor, se os portais da transparência fossem devidamente alimentados, e os Estados e municípios prestassem contas à sociedade de suas ações, com seus gastos, planejamento, receitas e despesas, durante toda a gestão, e sobretudo que essas informações fossem de fácil acesso para quem busca. É importante frisar que isso não é favor, é obrigação.

Mais do que nunca ser um gestor ao invés de político foi a frase que mais estampou a posse dos prefeitos, e vem sendo repetida desde a campanha, devido principalmente a dificuldade e a necessidade de se fazer mais com menos, o discurso populista vai dando lugar ao discurso austero, de controle de gastos, sobretudo com as prefeituras em estado de calamidade, o discurso acaba perdendo a força quando em meio a tudo isso vereadores e prefeitos aumentam seus salários bradando estarem sob a égide da legalidade, pouco importando o que a opinião pública vai achar disso.

A credibilidade da classe política vem se desgastando ano após ano, abrindo assim espaço para novas frentes e nomes, como a do empresário João Dória, por exemplo, eleito para comandar o destino da maior cidade da América Latina. E é no efeito Dória que boa parte dos políticos pretendem manter seus discursos de gestores eficientes, mas apenas o discurso sem prática tem prazo de validade, até para o próprio João Dória, caso não consiga alinhar sua gestão com as metas estabelecidas.

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