quinta-feira, 25 de agosto de 2016

ELEIÇÃO EM MARECHAL FICOU POLARIZADA ENTRE OS EX-AMIGOS


Na política o amigo de hoje é o inimigo de amanhã (e vice-versa). Na verdade na política o máximo você adquire é um aliado, e esse será seu aliado até que a própria política os separem, exemplos temos aos montes.

Na cidade de Marechal Deodoro não foi diferente, para a disputa desse ano o destino reservou que o futuro da cidade ficasse entre o vereador Cacau e Júnior Dâmaso, até então aliados e críticos ferrenhos da atual gestão do pmdbista Cristiano Matheus.

A dobradinha Cacau e Júnior Dâmaso vinha crescendo, a dúvida ainda pairava em quem seria o candidato a prefeito e o vice, e nenhum dos dois na época cedeu para o outro, assim dificultando a escolha.

Mas o que aconteceu para esse rompimento ser consolidado?

Simples. O interesse do PMDB (leia-se o Senador Renan Calheiros) em manter seu poder e sua meta de fazer o máximo de prefeitos possíveis com sua própria legenda. Como Cacau não sairia do PSD, Júnior Dâmaso foi escolhido pelo PMDB para a disputa, e isso bastou para que ele pulasse para o lado que outrora era crítico feroz.

A postura de Dâmaso é considerada normal no meio político, dos que enxergam a política com sangue frio e estômago forte, mas o curto espaço de tempo entre as críticas que ele fazia a gestão de Cristiano Matheus com agora tendo que elogiar e “manter o legado” soa no mínimo como oportunismo, o que o prejudica e fornece retórica ao adversário.

Sendo assim Cacau leva uma pequena vantagem no pleito por manter o que sempre defendeu, enquanto Júnior Dâmaso vai ter que aguentar firme os questionamentos da sua repentina mudança de opinião com relação a gestão do seu "mais novo amigo" Cristiano Matheus. 

Sorte dele é que na política tudo se explica. 

É aguardar pra ver.

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