quarta-feira, 22 de junho de 2016

SITUAÇÃO DO RIO É EXEMPLO FIEL DA GESTÃO PÚBLICA TUPINIQUIM


É interessante observar o cinismo dos gestores públicos quando estão diante de uma crise. Falam como se ela do nada caísse em seus braços, e ficam procurando mil variantes para tentar justificar o injustificável, na maior cara dura, característica peculiar da classe, importante que se diga. 

Confesso que fui contaminado pelo enredo dos Filmes Tropa de Elite (1 e 2),  e não consigo ler notícias vindas do Rio sem associa-las aquele universo.

O Estado do Rio de Janeiro recentemente decretou estado de calamidade, simples assim. Entre as razões apontadas pelo governador em exercício, Francisco Dornelles, estão os compromissos assumidos para bancar as Olimpíadas, que começa em agosto.

Em outras palavras: Quebramos o Estado e a conta é de vocês.

O Rio não é o primeiro a apresentar dificuldades em fechar as contas, outros Estados também já vinham na mesma pegada do “devo não nego, pago quando puder”.

Mas não o Rio de Janeiro, justo quem vai sediar um dos maiores eventos esportivos do mundo não poderia passar essa imagem, todos vão ver a incompetência dos gestores daquele Estado, e eles não demonstram um pingo de constrangimento nisso.

E o que esse tal decreto vai resolver?

Vai garantir que os Jogos Olímpicos aconteçam sem maiores problemas. Mas também vai aumentar o endividamento do Estado absurdamente. Ou seja, ao invés de estacarmos a ferida, estamos provocando uma hemorragia, que pode ser fatal.

O Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse que não se preocupassem que as Olimpíadas estão garantidas. Não tenham dúvidas que isso era tudo que o funcionário público e aposentado esperava escutar. 

Então fica a lição: Pior que um desastre natural, coisa que é inesperada, só um gestor público sem compromisso, que declara para o mundo a sua  total incompetência, e que escancara isso sem nenhum constrangimento aparente.

É, eu sei, 7x1 foi pouco.

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