terça-feira, 10 de maio de 2016

CLIENTELISMO PUJANTE


O cenário político no Brasil hoje é um divisor de águas, em especial no sentido de observarmos bem nossos representantes. Não daquela forma simplista e individual, de no mínimo lembrar em quem votou, mas sim de analisar todo o conjunto da obra.

Depois do show de horrores da sessão de votação do impeachment na Câmara, todos ficamos abismados com o nível dos deputados que tomam conta do Brasil, por assim dizer. Ironicamente o nível dos argumentos eram os mesmos do impeachment de Fernando Collor em 1992.

Isso deveria nos fazer pensar: Se na Câmara Federal está nesse nível, o que pensar dos deputados estaduais e vereadores dos mais distantes e esquecidos estados e municípios desse nosso enorme país, controlando o destino de grandes cifras de recursos públicos?

Seria até um clichê falar que somos culpados pelos representantes que temos, pois sabemos muito bem que eles estão lá com o nosso voto, mas o que acontece sempre é que medimos todos pela mesma régua e soltamos a celebre frase que conforta, para nos livrar daquele sentimento de culpa: “Todos vão roubar mesmo, então vou votar em fulano”.

Nosso sistema político está viciado, nossa democracia tão jovem e já tão estragada, precisa urgentemente passar por uma reforma.

A mentalidade do eleitor é espelho do que temos hoje no Congresso Nacional, e que consequentemente vai ramificando para as demais esferas do poder público no Brasil, da Presidência da República ao mais simples funcionário público.

Em seu discurso na ONU, Dilma disse que o Brasil tinha construído uma pujante democracia. Errou, o Brasil construiu ao longo de sua história um pujante clientelismo, e é nele que figuras como Lula, Eduardo Cunha e Renan Calheiros se destacam com maestria.

Estou no Twitter: @vanildoneto
                              @BlogPoliticaAL

Nenhum comentário:

Postar um comentário