segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

PERNAMBUCO DE CAMPOS NÃO É DIFERENTE DAS DEMAIS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS


A polêmica nomeação dos Filhos do ex-Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ainda repercute na mídia nacional. Ambos foram nomeados quase simultaneamente para cargos dentro da Prefeitura do Recife e do Governo do Estado de Pernambuco. São eles: Maria Eduarda Campos e João Campos, respectivamente.

A nomeação de João Campos foi a que gerou mais repulsa. Ele fora nomeado Chefe de gabinete do Governador Paulo Câmara. João Campos tem apenas 22 anos e está se formando em engenharia civil, e nunca atuou na gestão pública, sua maior experiência é ser filho de Eduardo Campos, o que na política já parece ser mais que o suficiente. 

João não vai ser o primeiro, nem o derradeiro caso de nomeações politiqueiras, que visam apenas fortalecimento para uma possível futura candidatura, a fim de criar musculatura política e inseri-lo no meio para torná-lo conhecido, para além da sombra do nome e sobrenome de seu pai.

Caminho parecido fez seu pai, Eduardo Campos, quando também fora chefe de gabinete do seu avô Miguel Arraes. Logo podemos ver que o mesmo modus operandi continua prevalecendo na política brasileira, sobretudo na nordestina.

Na política, a meritocracia ainda é uma ofensa, e só aos poucos alguns políticos vão mudando sua forma de nomear assessores e cargos de confiança, mas ainda são muito raros.

Eduardo Campos, quando vivo e em plena campanha para a Presidência da República, defendia veementemente uma política de meritocracia para a ocupação de cargos públicos, e assim se destacava como o candidato que abertamente pregava uma nova forma de fazer política, diferente dessa velha arreigada que conhecemos.

Talvez, se vivo estivesse, Eduardo Campos não cometeria o erro de nomear ou avalizar o nome do seu filho sem experiência para um cargo que necessitasse de conhecimento profundo e de experiência tanto técnica, quanto política, empurrando goela a dentro um projeto político, apenas isso.

Pernambuco dos Campos, não é diferente das Alagoas dos Calheiros e Vilelas, muito menos do Maranhão dos Sarneys, - só para citar alguns - deste Brasil que tem uma classe política habituada a empurrar projetos políticos e projetos de políticos, que no final, só beneficia aos seus sobrenomes santificados.

Estou no Twitter: @vanildoneto
                              @BlogPoliticaAL

Nenhum comentário:

Postar um comentário