sábado, 26 de setembro de 2015

DILMA PRECISAVA SER REELEITA


Não, esse não é nenhum discurso de um blog progressista que acha que se Dilma não fosse reeleita um céu de fogo cairia sobre o Brasil. Dilma precisava ser reeleita sim, mas para comprovar toda a sua irresponsabilidade refletir agora depois do seu primeiro mandato, e não acusar qualquer outro adversário, caso eleito.

Qualquer um dos candidatos que fosse eleito no lugar de Dilma enfrentaria esse mesmo momento. Muitos até já falavam da crise na campanha eleitoral, mas esses eram vistos como os pessimistas especuladores do caos, que visavam apenas desestabilizar o governo com fins eleitoreiros.

O discurso veio a calhar naquele momento, foi repetido a exaustão na campanha, inclusive com Dilma enchendo os ouvidos dos sonhadores com promessas que ela sabia que não poderia cumprir, mas que para vencer a eleição era necessário, com isso foi para o tudo ou nada. Seu pior momento foi acusar frequentemente seus adversários de prometer medidas impopulares caso fossem eleitos, e que com ela nada disso se tornaria realidade, "nem que a vaca tossisse".

Como podemos ver quase um ano depois das eleições, Dilma enganou a todos, até alguns petistas mais lunáticos. Medidas impopulares marcam o inicio do seu segundo mandato, até por isso - talvez - o sentimento de indignação seja maior por parte da sociedade, pelo curto espaço de tempo das promessas, até a realidade nua e crua.

A presidente Dilma (leia-se seu governo) implode seu mandato sem precisar da ajuda de ninguém, mete os pés pelas mãos, não por que queria, mas por não conseguir mais empurrar para debaixo do tapete os efeitos dessa crise que só faz crescer.

Hoje Dilma está com uma aprovação de apenas 8%, sendo reprovada por 71%, segundo pesquisa Datafolha. Para piorar, o governo da Presidente não mantém uma base aliada no Congresso que lhe sustente, e que gradativamente vai inflando o pedido de impeachment.

Seu principal aliado, o PMDB (que ora é governo, ora é oposição) vem negociando (no sentido mais literal possível da palavra) a reforma ministerial, para ganhar mais espaço no governo. Além de Temer, os grupos do Senado e da Câmara dos Deputados indicariam nomes para ocupar as pastas escolhidas.

Toda essa articulação do governo em se reaproximar do PMDB não é à toa, e como bem disse o padrinho político, Lula, essa semana para Dilma: “É melhor perder o ministério do que perder a Presidência”. A fim é claro, de evitar um ambiente político em torno do impeachment.

Quem só ganha com essa articulação é o governo, e o governo nesse caso é formado principalmente pelo PT e PMDB, enquanto nós pagamos a conta.

Aliás, no programa político do PMDB, nem parece que o partido faz parte do governo e tem tanta culpa quanto o PT pela situação atual do país.

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