sábado, 15 de agosto de 2015

AGENDA DE RENAN É APAGAR FOGO COM GASOLINA

Via: Blog do Amarildo
Desde o inicio do segundo mandato que a popularidade da Presidente Dilma só faz cair. Fase após fase da Operação Lava Jato as acusações sempre acabam respingando no Governo ou em seus aliados, para delírio da oposição apartidária, e dor de cabeça para a militância do "el golpe no pasará".

Digo oposição apartidária, pois é aquela que se mostrou mais ativa e que não é representada por partidos políticos, mesmo que esses tentem surfar na popularidade das manifestações, como faz o PSDB. Por outro lado à militância “pró-respeito ao resultado das eleições”- brada aos quatros cantos o “golpe” que se avizinha, mesmo com a Presidente sendo acusada de praticar pedaladas fiscais, que é uma violação da Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos (públicos e também privados) para melhorar artificialmente as contas federais desde antes das eleições do ano passado.

Segundo eles não se deve exigir impeachment de uma Presidente democraticamente eleita pelo voto popular, assim como fizeram com Collor em 1992, respeitando o voto popular das diretas.

No meio de todo esse escarcéu, o Congresso se comportou de certa forma independente, tão independente que o Senado e a Câmara travavam embates quase que diários. Enquanto a Câmara batia forte, o Senado atuava como um para-choque do governo para minimizar os estragos das articulações do Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, até então grande desconhecido nacional.

Em contraponto, quanto mais crescia o protagonismo da Câmara em desafogar pautas que se arrastavam, o Senado foi se "apequenando", se desvinculando desse embate entre legislativo e executivo, de forma estratégica, ou não.

Mas agora eis que surge como uma fênix que renasce das cinzas, o Presidente do Congresso, Senador Renan Calheiros - também investigado na Operação Lava Jato - com um pacote de medidas tiradas da manga, intitulada de “Agenda Brasil”, a fim de estagnar o caos político que se alastra. Sem muita saída, a Presidente Dilma autorizou sua equipe econômica a negociar com os governistas do Senado uma ampla pauta com medidas que possam ajudar. Assim Renan Calheiros juntou a fome com a vontade de comer do governo e chegou como salvador da pátria para a nação, e de uma hora pra outra foi abraçado pela militância que já não sabia a quem recorrer.

O Brasil passa por uma crise econômica e política, cada um já escolheu seu lado, e como sempre, o PMDB está em ambos. Domingo tem mais uma manifestação para pedir o impeachment de Dilma. E isso é democracia, o livre direito a manifestação, sem precisar pegar nas “armas” que o presidente da CUT ameaça usar caso insistam no processo,  tudo isso em nome da “democracia”. 

Mais coerente impossível. 

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