segunda-feira, 13 de julho de 2015

CENTENÁRIO DE CEM ANOS

Antiga Fábrica Progresso
Quando uma cidade completa cem anos, carrega com ela um grande legado - positivo e negativo - da construção de toda a sua história, é uma data marcante, que lhe garante maturidade suficiente para entender a sua importância no ambiente em que se está inserida. Rio Largo deu essa contribuição a Alagoas, ainda contribui é claro, mas seu passado muito mais próspero do que é hoje, mostrou seu grande potencial – principalmente o industrial, para Alagoas e para o Brasil.

Toda a sociedade ajudou e contribuiu de alguma forma, sem exceção, mas é impossível não associar o desenvolvimento de Rio Largo a família Paiva, com a pioneira Companhia Alagoana de Fiação e Tecido e seu conglomerado de empresas que até hoje movimentam a economia da cidade. É como falar da Fábrica da Pedra de Delmiro Gouveia sem cita-lo como precursor do desenvolvimento do povoado de Pedra, hoje cidade que leva o seu nome.


Gustavo Paiva e Delmiro Gouveia se confundem com a própria história, devido ao desenvolvimento cultural, econômico e principalmente o social dos locais onde seus empreendimentos estavam inseridos.


Rio Largo nem de longe lembra mais esse tempo, hoje um dos grandes problemas que o município enfrenta - dentre tantos - é a perda da sua identidade, seus costumes, sua cultura. A cada ano que passa Rio Largo se afasta cada vez mais de suas raízes e não mostra nenhum apego ao seu passado.


Culturalmente o município produz muito pouco, não falo aqui de eventos isolados e esporádicos, mas sim de uma agenda de resgate dessa cultura tão rica como a de Rio Largo, cidade que não possui sequer um museu que conte a sua história e mostre todos os seus filhos ilustres.


Parte da sua juventude, cada vez mais politiqueira, produz pseudos-líderes estudantis que não passam de massa de manobra dos forasteiros que procuram Rio Largo por conseguirem facilmente realizar $eus de$sejos políticos. A expressão “centenário de cem anos” erroneamente criada por eles, virou o retrato fiel e marca parte de uma geração que não sabe nada da cidade, nem o que diz, que não possui o mínimo de bom senso, e ainda pior, tem orgulho da sua ignorância.


Rio Largo completa hoje um século, na esperança de resistir e futuramente poder comemorar o verdadeiro "centenário de cem anos", bem diferente da maquiagem que está o centenário que é celebrado em 2015.


Aliás, o que comemorar? 


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