sábado, 25 de abril de 2015

PARA OS PARTIDOS NÃO HÁ CRISE

Foto: IstoÉ
Nesse momento de crise em que passamos, é no mínimo incoerente que nossa classe política decida pelo aumento do fundo partidário, subsidiado pelos cofres públicos, ou seja, por nós pagadores de impostos.

É estipulado que um montante de R$ 867,5 milhões será repassado aos partidos políticos em 2015, um valor absurdo comparado aos R$ 289 milhões (que também já era um absurdo) previsto na proposta original.  A verba do Fundo Partidário está prevista na lei eleitoral e é distribuída às siglas para que possam realizar atividades partidárias, como propagandas.

Em um momento de total fragilidade e desgaste do Governo com o Congresso, a Presidente Dilma optou por sancionar o orçamento sem vetar a emenda que triplica o valor do fundo, sangrando ainda mais as contas públicas, o que já não andam lá essas coisas.

Como já tratei aqui em outro post, a crise que nós reles pagadores de impostos estamos passando, não chegará à nossa classe política, e que de nenhuma forma parece se importar com esse momento de austeridade na economia brasileira, nada mudou para eles, tá aí mais uma prova disso.

É ainda pior ter que ler alguns jornalistas endossando e parabenizando a aprovação do fundo partidário "mais robusto", tentando de certa forma fazer uma analogia a cartilha da reforma política que alguns setores da mídia pregam, como financiamento público de campanha como a salvação para o fim da corrupção das malvadas empreiteiras, aliciadoras dos pobres e indefesos agentes públicos.

Acham eles que com isso o tão famoso caixa dois deixará de existir, logo essa prática que a cada eleição que passa se torna mais comum. Tão comum que os próprios partidos assumem logo quando estoura algum escândalo, como uma prática universal na política, mas que ainda não deixou de ser crime, com pena de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

A teoria é muito bonita, tudo dá certo, mas quantos “petrolões” ainda precisam acontecer para entender que se o financiamento privado de campanha não é o melhor caminho, o financiamento público é o descaminho.

O fundo partidário e o financiamento público de campanha são duas aberrações que não inibirá em nada as outras formas de financiamentos que já conhecemos.

Os exemplos estão aí, aos montes.

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