sexta-feira, 10 de abril de 2015

FEIJÓ GANHA DE FEIJÓ E É O NOVO PRESIDENTE DA FAF


Há muita semelhança entre os nossos políticos e os dirigentes que comandam o futebol do nosso estado. Em verdade não é privilégio absoluto de Alagoas essa atividade, não é a toa que a maioria dos políticos-cartolas investe fortemente em ambas, simultaneamente. Uma sempre puxa a outra.

O meu Azulão do Mutange, coitado, sofre anualmente com membros polítiqueiros, por isso está onde está, caindo ao ostracismo. Estão lá de olho apenas na massa apaixonada que é a sua grande torcida e os benefícios que a instituição CSA pode lhe trazer.

Outro time alagoano, o CRB, deverá receber R$ 800 mil por meio de emenda parlamentar destinada pelo Deputado (e também Presidente do CRB), Marcos Barbosa. Barbosa alega ter escolhido o CRB pelo fato de o clube ter sido declarado de utilidade pública (???), e não por ser uma instituição que ele preside, os recursos deverão ser alocados para investimentos no patrimônio do Clube.

A eleição para presidir a Federação Alagoana de Futebol elegeu Felipe Feijó, filho do Prefeito de Boca da Mata e atual Presidente da FAF, Gustavo Feijó. 

Detalhe para o resultado em números: 

Felipe Feijó recebeu 47 votos, contra 4 do pai Gustavo Feijó e 2 votos de José Cordeiro, um terceiro candidato aí.

Analisando o resultado, percebemos que o atual gestor teve uma unânime rejeição, porém o nome de seu filho obteve expressiva votação. É tipo: Não estou satisfeito com a gestão do Feijó, por isso vou eleger o Feijó para mudar.

Ou podemos imaginar uma transferência de votos para um projeto futuro para seu filho, tendo em vista que Gustavo Feijó está há 8 anos no comando da FAF e depois de se eleger Prefeito da pequena Boca da Mata resolveu largar o osso para dar visibilidade a sua prole. Mas essa hipótese nada mais é do que uma invencionice da minha imaginação que vê politicagem em tudo.

Já tem um tempo que não acompanho futebol com o mesmo fanatismo e paixão de antes, coincidências como essa da eleição da FAF me faz sempre associar a cartolagem do futebol a nossa classe política, o que de fato eles são, e se ainda não são, estão lá apenas tentando ser, até conseguirem se tornar.

Seguimos sempre adaptando as novas tendências da política ao nosso futebol. O que mais me assusta é ninguém falar nada, e pior, acha que tudo isso é normal, que faz parte do jogo. 

Isso sim é preocupante.

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