quarta-feira, 11 de março de 2015

A LISTA DE JANOT EXPLICA


A tão esperada lista do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, mostra o protagonismo de um Estado tão pequeno como Alagoas, mais uma vez de forma negativa. Todos os três Senadores do Estado (Renan, Collor e Biu), foram citados na lista de políticos que serão investigados na Operação Lava Jato.

Não satisfeitos em ter 100% do senado alagoano na “lista de Janot”, de quebra, o Deputado Arthur Lira também entrou na baila. Lira não é só um deputado alagoano na lista, ele é o recém-eleito Presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Nada de mais, apenas uma das comissões mais importantes do Congresso Nacional.

E pensar que no ano passado, nas eleições por aqui, o pleito ficou polarizado entre “Renan's e Lira's”, e mesmo assistindo diariamente o guia eleitoral, acompanhando os bastidores de cada campanha, não conseguia decidir entre um ou outro grupo, sendo eles os principais, e muito menos os demais mostravam algo de diferente, para além das suas particularidades.

Reelegeram Collor para o Senado, diga-se de passagem, com uma margem de diferença esmagadora para a segunda colocada, Heloísa Helena. Tentaram me convencer de que deveria escolher o menos pior, vejam só. Foi aí que decidi meu voto de verdade, entre eles, não tinha o menos pior.

É certo que teoricamente o governo de Renan Filho está isento nessa lista, mas nela consta o nome do seu principal cabo eleitoral, o Senador Renan Calheiros.

O Presidente do Senado, por sua vez, já partiu para a ofensiva, junto com Collor e mais alguns listados, pretendem abrir uma CPI contra o Ministério Público e seu principal alvo, o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Entre os focos das investigações (se não o principal), estariam os encontros entre o procurador-geral da República e o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dias antes de a lista ser encaminhada ao STF.

A atitude do Senador Renan Calheiros abre um precedente enorme, para que qualquer acusado, em qualquer coisa, tente desconstruir instituições antes mesmo de tentar se defender. Assim invertendo a ordem e o entendimento inicial, saindo pela tangente, passando de investigado para investigador.

Ah, e a partir de agora, quando me perguntarem por que não escolhi um daqueles candidatos para votar na eleição passada, direi adaptando aquela famosa frase quando citamos Freud: “Janot explica”.

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