quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

OS POLÍTICOS E A CRISE


O Brasil vive um momento conturbado. Desde antes da Copa do Mundo, no ano passado, que já esperávamos por um período de recessão. Diversos economistas já previam, baseando-se principalmente no crescimento pífio do PIB, dos últimos três anos. 
Pois bem, chegamos nela, junto com ela veio à crise hídrica de São Paulo, que também já era prevista, porém foi ignorada pelo Governo do Estado e seu corpo técnico responsável, que por São Paulo ser um grande centro, respinga indiretamente nos demais Estados. Também tem os recentes casos de corrupção na Petrobras, a alta do dólar, e a inflação descontrolada, que colabora ainda mais com esse período de austeridade com os Estados, municípios  e com povo brasileiro.
Nossa classe política, ao contrário de nós mortais, não parece que sofre com o atual momento do País. Não vi nenhum diminuir seu padrão, custeado pelo erário. Vi os Governos (Federal e Estaduais) diminuírem investimentos, vi sim pacotões fiscais, daqueles que só atinge ferozmente nós, reles pagadores de impostos, sem mandatos, salvos-condutos ou imunidades parlamentares.
Não vi o Governo Federal diminuir Ministérios, ou gastos com pessoal. Não vi os senadores e deputados diminuírem gabinetes, assessores, ou salários. Vi o Governo cortar benefícios trabalhistas e aumentar impostos, mesmo  bradando em seus discursos eleitoreiros que faria o contrário.

São 39 Ministérios e dezenas de milhares de cargos comissionados à tôa. Nossos políticos ficam a margem da crise, deixando todos os arrochos conosco. Enquanto pagamos R$ 3,30 (em média) no litro da gasolina, nossos políticos ganham, carros e combustível, tudo em robustas cotas para o exercício da atividade parlamentar, sem falar no salário e outras tantas benesses.
O Brasil só sairá dessa crise à longo prazo. Mas de uma coisa não tenho dúvidas, nossos políticos só sentirão ela - a crise - em seus discursos, cada vez mais em doses cavalares de demagogia.
Estou no Twitter: @vanildoneto
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