terça-feira, 7 de outubro de 2014

O QUE EU VI DAS ELEIÇÕES


Passada a euforia pós-eleições, se iniciam as análises e o balanço de mais um pleito que se passou. Para começar, vale registrar mais uma vez o fiasco dos institutos de pesquisa que a cada eleição que passa, perde a pouca credibilidade que ainda resta em seus números.
Na disputa pelo "Palácio dos Martírios", a escolha menos ruim (como muitos eleitores insistem em intitular), teve Renan Filho eleito ainda no 1º turno com pouco mais de 52% dos votos válidos. Biu de Lira ficou em segundo com 33%. Renan manteve o ritmo e não vacilou, principalmente no que se refere à postura, como um candidato de ideias novas, mas que carrega com ele um chapão pesado de digerir, encabeçado por seu pai, o Senador Renan Calheiros. Biu de Lira, que no inicio da campanha mostrava um autoconfiança enorme, foi cansando sua imagem e sem um discurso que empolgasse foi tentando de todas as formas desvincular a sua imagem do atual Governo do Estado. Impossível. O resultado está aí.
É importante ressaltar alguns números que muitas vezes passam despercebidos após o pleito. Tivemos 7,2% de votos brancos, 12,38% de votos nulos, somados, temos pouco mais de 327 mil votos não votados (digamos assim). Sem contar as 382 mil abstenções, são números expressivos que de certo modo mostra uma insatisfação, principalmente com o nosso sistema político atual, sobretudo com relação a uma reforma política que se faz necessária já há bastante tempo.
No Senado, Collor venceu Heloísa Helena. Lidem com isso (Não quero mimimi depois). Omar Coelho ficou em terceiro com grande votação, se tratando de um candidato em sua primeira disputa.
Mas vamos ao ponto central do post dessa semana, nosso Legislativo.
Claro, tivemos aquelas velhas figurinhas carimbadas, que não precisam nem mais fazer campanha para ganhar a eleição, graças aos seus currais eleitorais. Destaque também para os filhos de ex-recentes-deputados, que foram eleitos, mostrando mais uma vez que não importa quem sejam, nem o que tenham feito (ou nada feito), tendo o sobrenome que muitas vezes se torna santificado em determinadas regiões, basta para merecer o voto e consequentemente o mandato, quase que hereditário.
Uma ausência sentida entre os eleitos foi a de Judson Cabral, combativo deputado que perdera sua vaga que tanto nos honrava, merecia no mínimo uma votação expressiva por todos os seus feitos na Casa de Tavares Bastos por todos esses anos, com certeza fará falta. Mas sai de cabeça erguida e pela porta da frente, coisa rara por lá.
Entre as boas surpresas temos como o deputado mais votado o ex-superintendente do PROCON, Rodrigo Cunha, que apesar e ser novato nessa seara obteve maciça votação. Ainda que acanhadamente, estamos dando oportunidade a novos nomes, sobretudo reconhecendo seus feitos que não só para fins eleitoreiros. Mas o resultado do nosso Parlamento Estadual e também do Federal, ainda ficou muito a desejar, e a renovação que tanto se buscava em meados e junho de 2013 ficará para uma próxima, talvez, quem sabe.
Lá em Brasília levamos como mais votado o então Deputado Estadual João Henrique Caldas. JHC que por aqui combatia com mais veemência e enfrentava além da mesa diretora da ALE, o Tribunal de Contas do Estado, com denúncias contundentes, que o credenciou a uma vaga na capital do Brasil.
É bastante emblemática a expressiva votação de Rodrigo Cunha para Estadual e JHC para Federal, ambos filhos de políticos, mas que se desgarraram dos sobrenomes e fizeram seus próprios caminhos. Cunha já mostrou um belo trabalho à frente do PROCON e tem agora que mostrar muito mais como deputado, carregando a responsabilidade de ter sido o mais votado. Com JHC não é diferente lá em Brasília. São jovens de grande potencial.
Evidentemente que ambos sozinhos nada poderão fazer, terão que se articular nas respectivas casas, mas que não decepcionem e ajam acima de tudo com a postura que os elegeram, porque entre deputados omissos, truculentos e bêbados, de fato há uma luz no fim do túnel com as vitórias de JHC e Rodrigo Cunha.
E que o céu pare de chorar, porque agora, não tem mais jeito.

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