domingo, 20 de julho de 2014

CRISE DE IDENTIDADE

Foto: Google

Vivemos tempos difíceis como nunca antes visto. Lá venho eu novamente falar da falida segurança pública brasileira, assunto esse já esgotado por todos. Mas hoje proponho algo mais além, trago uma reflexão mais intrínseca de como nos guiamos ao abismo.

O Brasil vive uma crise de identidade absurda, uma inversão de valores assustadora. Vivemos em meio a uma violência desenfreada e banalizada. Nossos marginais estão mais profissionalizados, estão com modus operandi, tudo milimetricamente ensaiado e projetado. A polícia se encontra de mãos atadas para agir. Além de estar totalmente despreparada e defasada.  

Enquanto os meliantes atuam sem pudor – ganhando até a compreensão de muitos pelos seus malfeitos devido ao seu passado que o fez virar bandido – a polícia não sabe como agir. Não sabe no sentido de ter que pensar mil vezes antes de entrar em ação, levando chumbo sem dó e de forma impensada pelos marginais. O policial atua já pensando de como pode ser prejudicado pela sua conduta. Enquanto em países de primeiro mundo condecoram a atuação exemplar da polícia, aqui no Brasil sobram críticas e processos administrativos. É evidente que temos maus policiais – como em qualquer profissão -, que desonram a farda que vestem, mas não existem bons bandidos para parametrizar, não podemos joga-los na mesma vala.

O cidadão de bem (Sim, conseguiram deturpar essa expressão) se encontra preso e de mãos atadas, se a polícia não sabe por onde começar a agir avalie o cidadão comum, aquele que sai às 05h da manhã e só volta à noite, aquele que sustenta sua família muitas vezes com um salário mínimo, mas não precisa entrar para o crime como desculpa de sobrevivência. 

Os tempos são outros, ser bandido agora é legal, é cool. É status de poder, é até respeitado, vejam só. Ser bandido virou uma "extra". Sim, tem aqueles que trabalham e durante a folga vão roubar. Qual a desculpa para estes?

A polícia está criminalizada pela atuação de seus maus policiais, a polícia de verdade não consegue trabalhar sem ser apontada e muitas vezes hostilizada. Generalizaram a instituição. É nítido o aumento de casos de ataques de bandidos  a vigilantes e policiais para roubar suas armas. De duas, uma. Ou tá difícil de entrar armas no Estado ou a demanda aumentou.

E quando o assalto é cometido por uma pessoa que está de carro e você a pé, ela aparenta ter seus 35, 40 anos e só quer te roubar o celular. Sinal dos tempos?

O Brasil vive uma crise absurda, e isso tudo gira em torno da nossa classe política (é claro!) que apenas visam seus lucros que não são só os monetários. E não fazem nada para mudar essa situação que só piora. Estamos em período eleitoral e escutaremos as mesmas promessas, desde sempre. Isso quando não são eles os causadores dessa violência, de forma direta.

Educação, saúde, SEGURANÇA.

Tudo que nunca tivemos e eles trazem como novidade, mas após eleitos culpam seus antecessores pelo atraso e caos encontrado, e isso durante os 4 ou até 8 anos e nunca mudam, há mais de 500 anos.

Mas enquanto isso a violência tá aí, cada dia mais forte, cada dia mais atingindo a todos. Da classe A à Z. O bandido pobre se usa da sua falta de oportunidade para justificar seus atos. Mas e o bandido rico, aquele filhinho de papai que sempre teve tudo e usa das mesmas artimanhas para viver, como se justifica?

Enquanto ficamos no aguardo das teorias, estamos a mercê da sorte e enquanto continuarmos com essa visão filosófica/romântica sobre as causas da violência, tome cuidado, você pode ser o próximo.

Estou no Twitter: @vanildoneto / @BlogPoliticaAL



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