segunda-feira, 31 de março de 2014

PASSANDO A COROA


Apesar de parecer, mas não vivemos numa Monarquia hereditária, cujo Coroa é passada entre familiares, mesmo que esse não tenha o mínimo de aptidão para a função. Vivemos numa democracia onde a soberania vem do povo em eleger seus representantes. Mas o que observamos acontecer aqui no Brasil e principalmente em Alagoas são os cargos eletivos serem distribuídos entre as famílias de maior poder aquisitivo e posteriormente a seus filhos, sobrinhos, esposas, irmãos... Enfim membros da sua linhagem.

Geralmente esses se autodenominam como sendo "o novo", contra essa política velha, atrasada, que vivemos há anos e que não contribui para o desenvolvimento do nosso País como um todo. Mas quem ensinou esses "novos" a serem políticos? O que eles faziam antes da política se não tão somente usufruir dos benefícios de seus parentes deputados, senadores e governadores.

"Se eleja meu filho, precisamos manter a cadeira da família!" - Certamente essa é a proposta na sua essência, sem a demagogia eleitoreira que ouvimos diariamente.

Em época de campanha (principalmente) eles exaltam seus familiares prometendo manter o legado. Mas num é essa a política que eles querem combater? Taxando-a de retrograda e falida. Não entendo muito bem essa contradição, mas é assim que eles conseguem se eleger.

Aqui em Alagoas, por exemplo, se deixarmos apenas os sobrenomes dos conselheiros do TCE (Tribunal de Contas) e dos deputados da Assembleia Legislativa, você não sabe quem é de onde, é comicamente impressionante e trágico. 

Se brincar e fizermos uma pesquisa bem aprofundada, só aqui em Alagoas vamos acabar descobrindo que são todos de uma única família. Você duvida?

É importante, então, antes de votar, prestarmos atenção aos sobrenomes e analisar se é isso que realmente precisamos que continue no poder. O que não podemos é santificar sobrenomes que já não cumprem (leia-se nunca cumpriram) com seu devido papel na política.

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Um comentário:

  1. alagoas e seu reflexo histórico. ..Parece monarquia mesmo. Muito bem colocado.

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