quarta-feira, 4 de setembro de 2013

CÂMARA APROVA O FIM DO VOTO SECRETO


Acompanhei a votação da Câmara Federal sobre a PEC que põe fim ao voto secreto dos parlamentares, o Congresso pressionado após a vergonhosa não cassação do Deputado/Presidiário, Natan Donadon (Ex-PMDB) se sentiu na obrigação de prestar esse esclarecimento à sociedade, votando a PEC que tramitava há sete anos.

Muitos foram os deputados que subiram na Tribuna cobrando a extinção de mais esse descalabro que os Parlamentares insistiam em manter. O caso Donadon foi o ápice.

Claro e evidente que sempre contamos com os oportunistas de ocasião, aproveitando-se da situação e se deixando levar pela onda popular de “fazer média” com eleitores em potencial que estavam ali acompanhando essa votação com total foco da mídia, igualmente como aconteceu com a famosa votação da PEC 37.

Vários foram os deputados que mais uma vez fotografaram seus votos e postaram nas redes sociais exalando transparência, claro que eles sabiam qual era o anseio popular, só dançaram conforme a música. 

O Projeto na Câmara foi aprovado por uma unanimidade histórica, dos 453 Deputados que lá estavam, 452 votaram pelo fim do voto secreto. Lembrando que esse voto que não foi computado é o do senhor Presidente da Câmara, Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) que só teria direito a voto em caso de empate.

Agora o projeto segue para o Senado onde os digníssimos Senadores já se articulam para mudar a proposta original que seria voto aberto em todas as matérias de votação da casa, 100% transparência.

Muitos senadores consideram essencial manter o voto secreto, por exemplo, na análise de vetos que a Presidência da República faz a projetos aprovados no Congresso, até para permitir que aliados do governo votem contra o Executivo. Ora, mas eles podem fazer isso, porém não querem para não criar um mal-estar entre aliados, eles (os senadores) preferem a artimanha do fingimento, tão comum na política brasileira, é isso que eles fazem de melhor, dizer que votou numa coisa quando na verdade fizeram o contrário, o pior são eles assumirem isso descaradamente, sem medo da opinião pública. É o famoso coxinha cheio de conchavos.

Garanto que quando o eleitor vota no candidato não quer lá um capacho de partido político e suas alianças, mas sim um representante que faça valer seu “voto de confiança”. Mesmo que muitas vezes esse “voto de confiança” tenha custado alguns trocados. 

Caso aprovado no Senado em sua proposta original, ficará banido o voto secreto em todas as Casas Legislativas do Brasil, ou seja, Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.

Aguardemos com atenção os próximos capítulos, que promete ainda muitas reviravoltas.

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