segunda-feira, 31 de outubro de 2016

QUAL SERÁ O FUTURO DE CÍCERO ALMEIDA APÓS AS ELEIÇÕES?


Encerrado o segundo turno em Maceió, essa é a pergunta que paira, penso que, principalmente dentro do próprio PMDB. Cícero Almeida acostumado a passear pelas legendas partidárias, caiu não por acaso no partido dos Renans, tão somente para ser o candidato do próprio PMDB à prefeitura, essa foi a condição.

Após o resultado, Cícero mostrou que sua popularidade vem caindo vertiginosamente, ano após ano, depois de ter sido considerado um dos melhores prefeitos que Maceió já teve, seu prestigio vem em derrocada. Agora voltará ao seu mandato de deputado federal muito mais enfraquecido que quando entrou na disputa, tentando sabe-se lá como se reinventar, se é que tem pretensões de novamente se candidatar na capital alagoana.

O Governador Renan Filho acabou se desgastando muito mais que o necessário nessa disputa, mas nada que ameace seu bem avaliado governo. Renan Calheiros, (o pai), vai se enrolando cada vez mais com a Lava Jato, vem também sofrendo com o desgaste que pode influenciar na disputa de 2018, tendo o clã que administrar duas campanhas complexas, onde pai e filho disputarão a preferência do eleitorado.

Cícero Almeida, que nunca foi muito fiel aos seus aliados, espera agora não ser abandonado, possui um mandato importante ainda a cumprir. De volta a Brasília terá que se destacar, principalmente nas alianças que se cercará tentando não ser engolido pelo ostracismo, até porque 2018 já está aí e a campanha já começou.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O SILÊNCIO GRITANTE DO PSB EM RIO LARGO


Estamos chegando na reta final de mais uma campanha eleitoral, e até pouco tempo atrás era impensável analisar o cenário político de Rio Largo sem colocar o PSB como um dos favoritos na disputa pela prefeitura.

Foram idas e vindas no comando da cidade, nesses últimos oito anos, três prefeitos se revezaram e entre escândalos, denúncias e prisões, o partido, com o ex-prefeito, Toninho Lins, foi perdendo sua força e o prestigio já não era o mesmo de outrora. Em março de 2016 algo inédito na cidade aconteceu, Toninho Lins, que estava mais uma vez afastado, decidira renunciar ao mandato, alegando estar saindo para cuidar da sua defesa.

Pessoalmente para ele foi uma excelente estratégia, deixou o cargo que ele sabia que não mais voltaria, onde automaticamente saiu dos holofotes da mídia, algo impensável de acontecer com ele tentando voltar a prefeitura, principalmente em ano eleitoral. Seria o judas da vez.

É interessante observar após isso, como de repente se apequenou o PSB em Rio Largo, depois de “8 anos" à frente da cidade, o ex-prefeito Toninho Lins, não conseguiu sequer deixar um herdeiro político, não saiu nenhum candidato do partido a nenhum cargo eletivo na cidade em 2016, ninguém quis se aliar ao PSB, quem assim fizesse estaria se queimando com o eleitorado, como num passe de mágicas.

Os pré-candidatos do PSB de outrora (até então favoritos) sumiram, Kátia Born era a favorita entre eles para a disputa, com a renúncia de Toninho Lins, seu paradeiro foi desconhecido. Seus fiéis aliados foram procurando outros rumos, ficaram órfãos por pouco tempo e hoje a gestão de quase oitos anos não é lembrada por ninguém, nem pelos mais fanáticos.

É aquele ditado: A gente colhe o que planta, ou pior, não colhe nada.

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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O SOFRÍVEL DEBATE EM MACEIÓ


Ontem (27), aconteceu o segundo debate entre os candidatos a prefeito de Maceió, dessa vez na TV Ponta Verde. Esses debates tem servido não para conquistar os votos dos indecisos, mas sim para perder os votos dos que já decidiram e hoje enxerga como é sofrível escolher o administrador da cidade.

Os candidatos tem se atacado de forma juvenil, baixa, num debate que deveria ser propositivo, transforma-se num ringue onde eles se digladiam para mostrar quem é o menos pior. É de se lamentar mais uma eleição com o mesmo nível de sempre.

Com o guia eleitoral de rádio e TV com o horário reduzido, o debate se tornaria o principal canal para a apresentação de propostas, do que foi feito, do que precisa ser melhorado, apontar os erros da gestão e também o que o candidato faria de diferente.

Não é difícil entender porque o eleitor mede todos os políticos pela mesma régua, no período eleitoral eles se igualam da pior forma, quem está de fora apenas acompanha o término desse processo, que apesar de ser mais curta que as eleições anteriores, não deixou a desejar em nada no que se refere a baixo nível.

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