quarta-feira, 27 de maio de 2020

O BOLSONARISMO NÃO É O POVO BRASILEIRO


Sob o pretexto de estar atendendo às demandas do povo brasileiro, o Presidente Jair Bolsonaro tem inflado as suas maiores alucinações de uma cabeça perturbada, e está cada vez mais claro que atender a agenda do bolsonarismo não quer dizer que o Presidente atenda necessariamente às demandas do povo, por causa de meia dúzia de gatos pingados que comparecem semanalmente em Brasília ou serve de claque, cada vez mais agressiva, nas entrevistas na porta do Palácio da Alvorada.

Jair Bolsonaro vem perdendo popularidade a cada nova crise gerada exclusivamente por ele mesmo. Esticou muito a corda desdenhando da pandemia do Coronavírus, a população está estressada demais para o principal líder da nação atuar com tamanha irresponsabilidade sanitária, e a cada declaração, seja dele ou dos filhos. Ainda tem à sombra de Fabrício Queiroz rondando a popularidade do presidente desde antes dele assumir, cada dia é uma nova crise que atrapalha seu governo e o Brasil.

O Governo tem perdido o fôlego, tem perdido a popularidade, tem perdido às bandeiras que o elegeram, e o mal que prometeu combater. Bolsonaro não tem a mínima noção da responsabilidade que carrega com a faixa presidencial.

O bolsonarismo é uma seita que, ou você está 100% dentro, ou a qualquer crítica, por menor que seja, lhe torna num comunista, esquerdista, petista, traidor. Nada diferente da época do PT no poder, ou engole tudo que Bolsonaro e os seus formadores de opinião impõem, ou você será jogado fora. No caso dos ministros, ou faz o que ele quer, ou será fritado até pedir demissão.

Que fique claro, o bolsonarismo não tem nada de conservador, é só um povo reacionário de cabeça pequena e perturbada, cheia de ódio que acha que prudência e sofisticação é xingamento. O culto a personalidade que acontece na seita bolsonarista passa longe de um conservador, que é prudente e cético, principalmente. O único patriotismo de Bolsonaro é com sua família.

A cortina de fumaça dos ministérios técnicos que Bolsonaro prometeu a seus eleitores durou pouco mais de 1 ano de governo. O indicado pode até ser da área, não ser político, mas se não embarcar nas alucinações do Presidente, logo será demitido ou fritado até pedir demissão.

O governo perdeu Sérgio Moro, Ministro da Justiça, e ganhou apoio do tão criticado centrão, com Arthur Lira, Valdemar Costa Neto e toda a sua política fisiológica de sempre, abocanhando cargos para manter o Presidente na cadeira. 

Enquanto a mídia foca nas amenidades achando que os palavrões ditos em reuniões ministeriais vai fazer algum efeito contra Bolsonaro, ele teve que ouvir na rua, da boca do povo, um sonoro "VAI TRABALHAR", essa semana, enquanto vive em campanha eleitoral pelas ruas de Brasília, em meio à uma pandemia que já ceifou mais de 24 mil pessoas e contando.

Quem apoiou Bolsonaro até aqui, vai continuar apoiando até onde for. A régua foi passada lá atrás. Mas que fique claro que o povo que ele tanto fala que está com ele, não é nem de longe o povo que o elegeu. Seu governo hoje vive inflado apenas por perfis falsos na internet para fingir que são maioria. 

Não são.

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

A DÉCADA RIO-LARGUENSE



O que tivemos em Rio Largo de 2009 a 2019?

Gosto de números cabalísticos assim para montar um cenário e entender o que foram esses 10 anos para a cidade de Rio Largo.

Então vamos lá:

2010: Enchente devastadora logo após o primeiro ano de mandato de Toninho Lins, milhares de desabrigados, mortos, desaparecidos.

2011: Construção das casas para os desabrigados das enchentes, o cadastro sendo feito pela prefeitura, gestão Toninho Lins.

2012: Prisão de 8 vereadores e 2 foragidos + prefeito de Rio Largo por corrupção, sua vice Fátima assume, sendo ela agora responsável pelo cadastro dos desabrigados; Toninho Lins mesmo assim consegue se reeleger, agora com a ex-prefeita Maria Eliza como sua vice.

2013: Justiça afasta mais uma vez Toninho Lins, sua vice Maria Eliza assume e que toca os cadastros dos desabrigados, em todo esse período a cidade uma pocilga sem fim. As casas para os desabrigados começam a ser entregues. Toninho Lins volta ao cargo.

2014: Cidade abandonada, casas da reconstrução sendo invadidas, bagunça dos cadastros, população da cidade aumentando desordenadamente, cidade crescendo naturalmente mas sem nenhuma infraestrutura, descaso por parte dos vereadores e prefeito.

2015: Mais processos contra o prefeito Toninho Lins, já eram quase 10 no acumulado;

2016: Ano de eleição, Toninho Lins não resiste a pressão e decide renunciar ao mandato para focar na defesa contra seus processos, fato inédito em Rio Largo. Mais uma vez, agora em definitivo, Maria Eliza assume a prefeitura. Pouco tempo depois a justiça decidiu afastar Maria Eliza por irregularidades na contratação de empresas, e o presidente da Câmara deveria assumir o cargo, porém 3 dias depois Maria Eliza consegue reassumir o cargo. Gilberto Gonçalves (“Eu quero meu dinheiro”) é eleito prefeito.

2017: Gilberto Gonçalves começa com muita sede ao pote, tenta cobrar todo o tipo de imposto, aumentando suas taxas sem qualquer estudo de impacto, consegue fazer algumas obras de infraestrutura relevantes na cidade, asfalta ruas, entrega a feira da mulambeira totalmente equipada.

2018: Gilberto Gonçalves age como se Rio Largo fosse um feudo seu, persegue empresários, assedia moralmente funcionários públicos, aumenta absurdamente a taxa de iluminação pública, dificulta o ambiente de negócios da cidade, age até contra feirantes. Rio Largo se torna a cidade com mais desempregados de Alagoas.

2019: Gilberto Gonçalves é cassado por 10 x 1 pela Câmara de vereadores acusado de nomear a filha menor de 21 anos, contrariando a lei orgânica do município; Também pela nomeação dos filhos como sócios administrativos, o que contraria a lei de regime jurídico do servidor e pelo uso da máquina pública para fins particulares. Sua vice e esposa Cristina Gonçalves assume o comando da cidade; O TJ-AL determina retorno de Gilberto Gonçalves à Prefeitura de Rio Largo.

Por outro lado também temos a famigerada oposição, que  não é nenhum pouco o poço das virtudes, pelo contrário, é fraca, são sempre os mesmos e que discutem baboseiras politiqueiras em grupos de Whatsapp, que no frigir dos ovos tornam-se mais do mesmo, se não mudam de postura. Mas eles sabem que é isso que decide uma eleição. É simplesmente futebolizar as discussões, isso é assim em qualquer canto.

É isso. Sim, é possível que eu tenha esquecido um caso ou outro, evidente a maioria puxei pela memória com uma ajudinha do Google. 

Rio Largo padece;  Violência, desemprego, demagogia. Resta ao eleitor analisar todo o retrospecto, pesar os prós e contras de cada representante e analisar se sua vida está realmente melhor ou não. 

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O PRESIDENTE ESTÁ NÚ


Não adianta negar. Os últimos acontecimentos em Brasília deixaram o governo federal desnorteado. Os áudios divulgados ontem pelo agora ex-ministro Gustavo Bebianno e sua entrevista exclusiva no Programa da rádio Jovem Pan, "Pingo nos Is", caíram como uma bomba, que creio até já esperada pelo governo.

No final das contas, ficou provado que quem mentiu de fato sobre ter ou não falado com o presidente, foi o filho Carlos, que fritou lentamente em praça pública o então ministro da Secretaria-Geral, o acusando de mentiroso. 


A crise gerada, totalmente desnecessária, e com o governo prestes a liberar para o Congresso o texto sobre a reforma da previdência, passa a imagem para os parlamentares que este governo está perdido, e isso enfraquece sobretudo a base do governo que sequer foi formada pelo líder, e que terá ainda mais dificuldades após a saída vexatória de um dos braços fortes de Jair Bolsonaro na época de campanha. 

O governo tem todo o ambiente propício para demandar as pautas que importam para a retomada do crescimento do Brasil, mas parece que faz de tudo para perder essa credibilidade, e queimar todo o capital político adquirido até aqui.

De toda essa história temos várias situações que preocupam. Uma é o filho do presidente, que sequer faz parte do Governo - se envolvendo diretamente nas decisões, transformando o Estado brasileiro numa monarquia não constituída.

Também a declaração de Bolsonaro no áudio, se dizendo  inimigo de um veículo de imprensa, no caso a Globo. É de uma pequenez estridente.

Para quem se propõe ser um estadista, essa declaração apequena ao extremo a figura do Presidente da República. 

O clã Bolsonaro insiste em apenas falar para convertidos, aqueles que concordarão com tudo que a família apontar, e isso tem prazo de validade, Bolsonaro não foi eleito apenas com os votos de seus militantes de primeira ordem. 

A retórica de perseguição já está cansando e não cola mais, já passou da hora do Governo sair do ringue das eleições e governar de verdade, para como assim foi eleito.

O governo tem apagado fogo com gasolina. Não contabilizar essas confusões como derrotas, é um erro inadmissível. 

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