sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O SILÊNCIO GRITANTE DO PSB EM RIO LARGO


Estamos chegando na reta final de mais uma campanha eleitoral, e até pouco tempo atrás era impensável analisar o cenário político de Rio Largo sem colocar o PSB como um dos favoritos na disputa pela prefeitura.

Foram idas e vindas no comando da cidade, nesses últimos oito anos, três prefeitos se revezaram e entre escândalos, denúncias e prisões, o partido, com o ex-prefeito, Toninho Lins, foi perdendo sua força e o prestigio já não era o mesmo de outrora. Em março de 2016 algo inédito na cidade aconteceu, Toninho Lins, que estava mais uma vez afastado, decidira renunciar ao mandato, alegando estar saindo para cuidar da sua defesa.

Pessoalmente para ele foi uma excelente estratégia, deixou o cargo que ele sabia que não mais voltaria, onde automaticamente saiu dos holofotes da mídia, algo impensável de acontecer com ele tentando voltar a prefeitura, principalmente em ano eleitoral. Seria o judas da vez.

É interessante observar após isso, como de repente se apequenou o PSB em Rio Largo, depois de “8 anos" à frente da cidade, o ex-prefeito Toninho Lins, não conseguiu sequer deixar um herdeiro político, não saiu nenhum candidato do partido a nenhum cargo eletivo na cidade em 2016, ninguém quis se aliar ao PSB, quem assim fizesse estaria se queimando com o eleitorado, como num passe de mágicas.

Os pré-candidatos do PSB de outrora (até então favoritos) sumiram, Kátia Born era a favorita entre eles para a disputa, com a renúncia de Toninho Lins, seu paradeiro foi desconhecido. Seus fiéis aliados foram procurando outros rumos, ficaram órfãos por pouco tempo e hoje a gestão de quase oitos anos não é lembrada por ninguém, nem pelos mais fanáticos.

É aquele ditado: A gente colhe o que planta, ou pior, não colhe nada.

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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O SOFRÍVEL DEBATE EM MACEIÓ


Ontem (27), aconteceu o segundo debate entre os candidatos a prefeito de Maceió, dessa vez na TV Ponta Verde. Esses debates tem servido não para conquistar os votos dos indecisos, mas sim para perder os votos dos que já decidiram e hoje enxerga como é sofrível escolher o administrador da cidade.

Os candidatos tem se atacado de forma juvenil, baixa, num debate que deveria ser propositivo, transforma-se num ringue onde eles se digladiam para mostrar quem é o menos pior. É de se lamentar mais uma eleição com o mesmo nível de sempre.

Com o guia eleitoral de rádio e TV com o horário reduzido, o debate se tornaria o principal canal para a apresentação de propostas, do que foi feito, do que precisa ser melhorado, apontar os erros da gestão e também o que o candidato faria de diferente.

Não é difícil entender porque o eleitor mede todos os políticos pela mesma régua, no período eleitoral eles se igualam da pior forma, quem está de fora apenas acompanha o término desse processo, que apesar de ser mais curta que as eleições anteriores, não deixou a desejar em nada no que se refere a baixo nível.

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sábado, 24 de setembro de 2016

RENAN FILHO APOIA CÍCERO 2016 PENSANDO EM RUI 2018


O projeto do PMDB de conseguir o maior número de prefeituras possíveis segue a todo vapor. O maior partido do Brasil pretende aumentar ainda mais sua influência política no cenário nacional custe o que custar.

Em Maceió existe um duplo motivo. O PMDB não quer só a prefeitura da capital alagoana, quer também enfraquecer o atual prefeito Rui Palmeira (PSDB), evitando um possível segundo mandato que o mantenha com forte influência e visibilidade, levando risco ao Governador Renan Filho para a disputa de 2018, onde hoje, Renan Filho, não tem adversário que o ameace, e Rui Palmeira pode ser essa ameaça.

Foi assim que decidiram por Cícero Almeida, ex-prefeito muito bem avaliado, terminou seu segundo mandato mais desgastado, com diversas denúncias envolvendo sua gestão, mesmo assim, após sair da prefeitura e passear por diversos partidos, se elegeu – aos trancos – deputado federal, participou discretamente da campanha que elegeu Renan Filho em 2014, e  até então foi pouco prestigiado pelos Calheiros, surgindo agora como a grande oportunidade de neutralizar a visibilidade de um propenso adversário.

Adversário esse que já agora tirou Renan Filho da sua zona de conforto, o fazendo participar ativamente da campanha de Cícero Almeida, tentando passar uma imagem para o eleitor de que, caso Cícero vença, uma parceria muito mais sólida entre Estado e município pode surgir.

Em 2014, no segundo ano de mandato como prefeito, Rui Palmeira já era especulado como candidato ao governo de Alagoas, logo desmentido pelo próprio, negando abandonar o mandato que acabara de assumir. Mas agora, caso Rui vença a disputa pela prefeitura, a chance dele se candidatar ao governo em 2018 já surge de forma natural e até esperada.

Prevendo esse cenário, ganhando a prefeitura de Maceió, o PMDB caminharia mais tranquilo para 2018, sem riscos, sustos ou reviravoltas. Coisa que só o PMDB gosta.

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