segunda-feira, 5 de junho de 2017

CANDIDATURA DE BOLSONARO JÁ É UMA REALIDADE


Quer você goste ou não, concorde ou não, é indiscutível que a cada dia o nome do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) cresce para a disputa da Presidência em 2018.  Muitos ainda rechaçam essa possibilidade, analistas dos mais conceituados portais de notícias acreditam que até lá Jair Bolsonaro não aguente a fritura, esses analistas são os mesmos que davam a certeza que Donald Trump sequer sairia candidato a Presidente do Estados Unidos, e vejam só o resultado. As recentes pesquisas de intenção de voto mostram o crescimento e fortalecimento do nome do deputado carioca, o colocando em 2º em quase todos os cenários.

Muito desse fortalecimento se dá por conta de uma militância engajada e espontânea que cresce cada vez mais pelas redes sociais ao redor de Bolsonaro, o que facilita a comunicação e contraponto de notícias muitas vezes distorcidas pela grande mídia, e principalmente, pela aquela mídia de esquerda que não tem mais vergonha de inflar demagogia e destilar sua desinformação para o seu público.

Outro fator importante é a total desconfiança que a classe política transmite quase como um todo, onde é quase unanime o envolvimento do nosso Congresso Nacional em escândalos de corrupção. Corrupção essa que ninguém consegue acusar Bolsonaro, sendo esse o seu principal discurso e dos seus apoiadores para 2018.

Bolsonaro que vive cercado por polêmicas e defende ferrenhamente os governos militares, acredita e propaga que não houve ditadura de 1964 a 1985 e que o Brasil se livrou a ditadura comunista nesse período graças a intervenção das Forças Armadas que durou 21 anos.

As redes sociais tem sido uma grande aliada, as páginas de apoio a candidatura de Bolsonaro bombam na internet pela forma "zueira" que levam suas abordagens, ferrenho crítico da patrulha do politicamente correto e vitimismo de muitos movimentos sociais, mostram a incoerência dos adversários e desonestidade intelectual quando o acusam de algo. Quanto mais o perseguem mais tem crescido o apoio ao seu nome.

Os adversários não entenderam ainda que quanto mais terrorismo fizerem com o nome de Bolsonaro mais ele crescerá, o exemplo dos EUA não é absurdo e deve sim ser levado em consideração.

O que Bolsonaro ainda não entendeu é que qualquer comentário, piada, ou opinião por mais banal que ele ache que seja, terá proporções incalculáveis, positivas e negativas, e que será usado contra ele. Sua pré-campanha, mesmo que ele diga que ainda não esteja em uma, age de forma amadora, sem propostas reais para o futuro do país, o vejo apenas repetindo o clichês que já vemos diariamente na internet.

Aliás por muitas vezes Bolsonaro se comporta como um adolescente mimado, sem saber contrapor quando interpelado, e tende a perder para ele mesmo em 2018.

Seu grande desafio antes ainda da campanha é conseguir um partido que sustente sua candidatura, tendo em vista que o PSC não lhe passa segurança para isso, e com quais alianças se cercará para fortalecer sua candidatura.

Um dos apoiadores do Deputado em recente entrevista soltou uma frase que faz muito sentido: "Modéstia à parte, se não fossem as redes, hoje ele seria um Enéas (Carneiro, ex-deputado morto em 2007) da vida".

Os tempos mudaram, a política brasileira também tem mudado e de 2013 pra cá, nada deve ser considerado óbvio, principalmente por aqui, mas o país ainda é muito maior e muito mais profundo que as redes sociais.

Estou no Twitter: @vanildoneto
                              @BlogPoliticaAL

terça-feira, 4 de abril de 2017

QUANDO RENAN PERCEBEU, JÁ ERA 2018


Quem acompanha política sabe que quando se encerra uma campanha já se inicia a seguinte, estamos vivendo esse looping cada vez mais cedo, e não de dois em dois anos, como tem que ser.

Nesse meio tempo quem tem demorado nas articulações por incrível que pareça é o Senador Renan Calheiros, sempre tão atento e antecipado nas ações, e que em 2018 buscará seu quarto mandato no Senado Federal. O cenário que se forma é um pouco mais complexo do que o Ex-Presidente do Senado está acostumado a visualizar, talvez e/ou até principalmente pela iminência da operação Lava Jato estando cada vez mais no seu encalço, contribuindo ainda mais no desgaste da sua imagem, e com seus adversários cada vez mais bem preparados que demonstram não ter medo do embate com o todo poderoso Senador.

Voltando um pouco no tempo, na sua última reeleição, Renan Calheiros já não era uma unanimidade no Estado. Em 2010, Renan ficou em segundo, perdendo para o então - dançante - deputado federal Benedito de Lira, mas por serem duas vagas ao senado conseguiu se reeleger. Na época Renan tinha seu nome bastante desgastado quando renunciou a Presidência do Senado em 2007 para não perder o mandato, bombardeado por diversas denúncias. 

Em 2014 Renan articulou de cabo a rabo toda a campanha que elegeu seu filho Governador do Estado, mas articulou nos bastidores, não apareceu em nenhum momento da campanha como o poderoso Presidente do Senado, Renan Filho tentou ao máximo se desvincular do pai, mesmo levando seu nome.

Agora para esse ano "pré-eleição" a estratégia tem sido outra, Renan Calheiros tem buscado suas bases como sempre fez, mas investe mais em seu nome. Nunca é demais citar o nome do Senador nas conquistas de emendas parlamentares e inaugurações de obras que vem acontecendo vez ou outra, seu filho Governador tem insistido bastante nos últimos tempos em alavancar o nome de seu pai como primordial nas conquistas de seu governo, fazendo frequentes aparições em solenidades, o que era impensável até pouco tempo.

O desafio para Renan Calheiros será administrar duas campanhas complexas, a sua e a de seu filho. Quando em 2014 Renan Filho disputou e venceu Benedito de Lira para o Governo do Estado, Renan Calheiros estava na metade do seu atual mandato o que o possibilitou manter foco total na bem sucedida empreitada que levou seu grupo ao Palácio dos Martírios.

Gosto muito de uma frase do jornalista Ricardo Mota de quando Renan Calheiros venceu a eleição para a Presidência do Senado em 2013:

"Renan Calheiros conhece os sonhos e descaminhos de cada um, e é a eles a quem vai servir... Sua vitória pode assim ser traduzida: pior para o Senado, melhor para os senadores."

Sendo assim, o mais difícil mesmo para Renan Calheiros, por incrível que pareça, será ganhar a eleição, porque depois que lá dentro ele estiver, saberá jogar como ninguém as cartas de seus pares.

Estou no Twitter: @vanildoneto
                              @BlogPoliticaAL

segunda-feira, 6 de março de 2017

RUI PALMEIRA CUMPRE AS PROMESSAS QUE NÃO FEZ


O prefeito de Maceió começou seu segundo mandato cumprindo tudo que não havia prometido em sua campanha. A toque de caixa resolveu empurrar goela a dentro todas as medidas de uma só vez, que me parece que estavam guardadas no fundo da gaveta em banho-maria, esperando só o fim das eleições para que as tais medidas não servissem de munição para os adversários.

Estrategicamente Rui Palmeira segurou essas medidas para não influenciar negativamente na sua campanha, mas só foi virar o ano para que os pardais trânsito voltassem (estavam desativados desde maio de 2016), e agora a zona azul também foi implementada, porém ela está temporariamente suspensa por ordem judicial. Dentre tantos outros reajustes o  prefeito vai fazendo o que pode e o que não pode para aumentar a arrecadação municipal.

Recentemente foi sancionado pelo prefeito o reajuste da tarifa de ônibus, que passou de R$ 3,15, para R$ 3,50. O ajuste foi discutido e aprovado pelo Conselho de Transportes na véspera do carnaval, sabendo que assim a repercussão seria muito menor, como de fato foi, não dando tempo para nenhuma articulação de protesto ou algo do tipo. O aumento vem com os mesmos argumentos de sempre mas nenhuma melhora considerável no transporte público da capital alagoana, onde agora pagamos a segunda passagem de ônibus mais cara do Nordeste. 

É interessante observar que Rui resolveu trazer num pacotão só todas essas medidas que não agrada em nada a população, na esperança que o maceioense, como de costume do eleitor brasileiro, esqueça no curto prazo da sua indignação sazonal, para que mais na frente, e aí sim já pensando em 2018 como candidato ao governo de Alagoas - como já vem se especulando - sem que isso gere grandes danos a sua imagem até lá.

Numa campanha de poucas propostas e muitos ataques, como foi a de 2016, Rui Palmeira vai decepcionando não por não cumprir com o que foi prometido, mas por cumprir aquilo que não era veiculado no seu cinematográfico guia eleitoral.

Estou no Twitter: @vanildoneto
                              @BlogPoliticaAL