quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O PRESIDENTE ESTÁ NÚ


Não adianta negar. Os últimos acontecimentos em Brasília deixaram o governo federal desnorteado. Os áudios divulgados ontem pelo agora ex-ministro Gustavo Bebianno e sua entrevista exclusiva no Programa da rádio Jovem Pan, "Pingo nos Is", caíram como uma bomba, que creio até já esperada pelo governo.

No final das contas, ficou provado que quem mentiu de fato sobre ter ou não falado com o presidente, foi o filho Carlos, que fritou lentamente em praça pública o então ministro da Secretaria-Geral, o acusando de mentiroso. 


A crise gerada, totalmente desnecessária, e com o governo prestes a liberar para o Congresso o texto sobre a reforma da previdência, passa a imagem para os parlamentares que este governo está perdido, e isso enfraquece sobretudo a base do governo que sequer foi formada pelo líder, e que terá ainda mais dificuldades após a saída vexatória de um dos braços fortes de Jair Bolsonaro na época de campanha. 

O governo tem todo o ambiente propício para demandar as pautas que importam para a retomada do crescimento do Brasil, mas parece que faz de tudo para perder essa credibilidade, e queimar todo o capital político adquirido até aqui.

De toda essa história temos várias situações que preocupam. Uma é o filho do presidente, que sequer faz parte do Governo - se envolvendo diretamente nas decisões, transformando o Estado brasileiro numa monarquia não constituída.

Também a declaração de Bolsonaro no áudio, se dizendo  inimigo de um veículo de imprensa, no caso a Globo. É de uma pequenez estridente.

Para quem se propõe ser um estadista, essa declaração apequena ao extremo a figura do Presidente da República. 

O clã Bolsonaro insiste em apenas falar para convertidos, aqueles que concordarão com tudo que a família apontar, e isso tem prazo de validade, Bolsonaro não foi eleito apenas com os votos de seus militantes de primeira ordem. 

A retórica de perseguição já está cansando e não cola mais, já passou da hora do Governo sair do ringue das eleições e governar de verdade, para como assim foi eleito.

O governo tem apagado fogo com gasolina. Não contabilizar essas confusões como derrotas, é um erro inadmissível. 

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

O BAIRRO DO PINHEIRO É UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA


Há pelo menos um ano o bairro do Pinheiro sofre com a angustia e a desalento de rachaduras nas ruas e imóveis que começaram a surgir no bairro. Rachaduras que só aumentam, e com a gravidade das chuvas a tendência é piorar cada vez mais.

Fato curioso dessa história é a evidente total incapacidade dos órgãos públicos de controle em achar a causa de todo esse problema que tem causado transtornos e apreensão para os moradores. Sabe-se que não é um problema de simples análise, mas a falta de informação é angustiante entre os que vivem na região.

Para os moradores foram dadas várias hipóteses para as causas. As suspeitas vão desde a extração de sal pela Braskem, até movimentos naturais da terra, pela atividade tectônica sob a área do bairro. De fato, ainda nada foi descoberto, muito menos divulgado da real gravidade.

Em verdade esse assunto só voltou em evidência após o Presidente recém-eleito, Jair Bolsonaro, se reunir em caráter de urgência com a cúpula ministerial para tratar sobre a situação do bairro de Maceió. O tema estava há um ano sendo levado em banho-maria pelas autoridades locais, após a mídia nacional começar a abordar o tema, o assunto esquentou de novo.

Na época ainda não tinha acontecido a tragédia de Brumadinho, mas a excepcionalidade dada pelo Presidente da República e a dimensão da urgência deixou todos os alagoanos surpresos, por ser uma das primeiras preocupações do governo recém-empossado.

Jair Bolsonaro já deu diversas declarações onde acusa a Braskem e a extração de salmoura da região. A Braskem que diga-se de passagem é uma empresa da Odebrecht, grupo esse que todos conhecemos principalmente pela sua atuação e relações com os políticos e a operação lava jato.

O assunto é tratado a sete chaves. Enquanto as autoridades não jogam luz no que se tem sobre o caso no bairro do Pinheiro, abra-se margem para as fake news que jogam pelo WhatsApp, e que são disseminadas e que evidentemente se tornam verdade pelo simples fato de existir no ambiente virtual. 

Entre estudos de solo, e simulações de evacuação, com essa situação estão deixando criar um ambiente catastrófico no imaginário do maceioense. Motivos para isso não faltam.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

RUI PALMEIRA SOFRE COM A SÍNDROME DA REELEIÇÃO


O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, vem gradativamente perdendo capital político. Isso para uma liderança política com mandato é algo que se deve ligar o alerta. Se tratando principalmente de um quadro do PSDB, que a cada eleição sai menor do que entra.

Rui parece engessado, não sabe o que fazer, nem a quem recorrer. Está de fato à deriva vendo o tempo passar. O prefeito não inova no seu segundo mandato, não traz nada que destaque sua administração. Seu primeiro mandato que, diga-se de passagem, deixou muito a desejar, foi muito melhor que o atual até aqui.

Apesar de jovem, Rui Palmeira segue uma postura daqueles políticos burocratas de galocha, que tem por método cobrar cada vez mais impostos para manter a estrutura política que norteia o mandato e sua gestão. É algo que não é mais concebível. As urnas tem mandado o recado, sobretudo 2018 mostrou isso.

A prefeitura de Maceió vem na contramão do Governo do Estado. Renan Filho segue firme no seu projeto político, por muitas vezes se destaca mais na capital que o prefeito da cidade.

Rui Palmeira tem se destacado por perseguir ambulantes no centro da cidade de forma totalmente desproporcional. Também pelo discurso descabido de regulamentação dos aplicativos de transporte, e os polêmicos radares que foram desativados por medida judicial.

Para 2020, a galinha dos ovos de ouro da eleição municipal será a prefeitura de Maceió, por dois motivos: Por ser o último ano de mandato Rui Palmeira, e pelos vários possíveis candidatos que tem condições de ganhar a eleição.

Conseguir eleger o próximo prefeito de Maceió é a meta do grupo do governador Renan Filho e Cia, com grande chance de êxito, principalmente pela total falta de empenho do prefeito Rui Palmeira em concluir seu mandato com popularidade, e conseguir fazer o herdeiro político à frente da administração da capital alagoana.

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