segunda-feira, 6 de março de 2017

RUI PALMEIRA CUMPRE AS PROMESSAS QUE NÃO FEZ


O prefeito de Maceió começou seu segundo mandato cumprindo tudo que não havia prometido em sua campanha. A toque de caixa resolveu empurrar goela a dentro todas as medidas de uma só vez, que me parece que estavam guardadas no fundo da gaveta em banho-maria, esperando só o fim das eleições para que as tais medidas não servissem de munição para os adversários.

Estrategicamente Rui Palmeira segurou essas medidas para não influenciar negativamente na sua campanha, mas só foi virar o ano para que os pardais trânsito voltassem (estavam desativados desde maio de 2016), e agora a zona azul também foi implementada, porém ela está temporariamente suspensa por ordem judicial. Dentre tantos outros reajustes o  prefeito vai fazendo o que pode e o que não pode para aumentar a arrecadação municipal.

Recentemente foi sancionado pelo prefeito o reajuste da tarifa de ônibus, que passou de R$ 3,15, para R$ 3,50. O ajuste foi discutido e aprovado pelo Conselho de Transportes na véspera do carnaval, sabendo que assim a repercussão seria muito menor, como de fato foi, não dando tempo para nenhuma articulação de protesto ou algo do tipo. O aumento vem com os mesmos argumentos de sempre mas nenhuma melhora considerável no transporte público da capital alagoana, onde agora pagamos a segunda passagem de ônibus mais cara do Nordeste. 

É interessante observar que Rui resolveu trazer num pacotão só todas essas medidas que não agrada em nada a população, na esperança que o maceioense, como de costume do eleitor brasileiro, esqueça no curto prazo da sua indignação sazonal, para que mais na frente, e aí sim já pensando em 2018 como candidato ao governo de Alagoas - como já vem se especulando - sem que isso gere grandes danos a sua imagem até lá.

Numa campanha de poucas propostas e muitos ataques, como foi a de 2016, Rui Palmeira vai decepcionando não por não cumprir com o que foi prometido, mas por cumprir aquilo que não era veiculado no seu cinematográfico guia eleitoral.

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

PARTIDO NOVO QUER RENOVAR A BANCADA FEDERAL DE ALAGOAS


O Partido Novo foi criado em 2011 por profissionais liberais de diversos setores, e teve seu registro deferido pelo TSE em 2015, de lá pra cá vem buscando quebrar com fisiologismo que impregna a nossa classe política quase como um todo, fomentando e trazendo mais pluralidade ao debate, principalmente aqui em nosso Estado.

O Novo é um ferrenho defensor das ideias liberais como a diminuição do poder do Estado. Coincidentemente ou não, o discurso e a pauta que o Novo defende vem crescendo e ganhando simpatizantes, devido principalmente a crise econômica que os Estados e municípios vem passando, fazendo com que muitos se identifiquem com a causa, que busca maior eficiência da máquina pública, tentando diminuir o ralo do desperdício do dinheiro que o contribuinte paga em impostos.

Em Alagoas o desafio do Novo consiste em começar a quebrar com a hegemonia populista e de esquerda que faz a cabeça de boa parte da opinião pública. Com um núcleo em Maceió desde 2015, o partido vem trabalhando a fim de lançar candidatos em 2018 para a Câmara Federal e renovar a bancada que vive em baixa com a sociedade, e essa é a lacuna que o Novo tenta preencher, trazendo novos nomes que não estejam ligados aos velhos sobrenomes arraigados da nossa política.

Mesmo mostrando ser uma tarefa árdua o líder do Novo em Alagoas, Tibério Júnior, afirma que quem quiser se candidatar terá que “colocar a ética e a lei acima dos interesses pessoais, trabalhar pela eficiência dos serviços públicos, pelas reformas estruturais no país, pela redução do tamanho do Estado, da carga tributária, da burocracia, pelo fortalecimento do mercado, da iniciativa privada e das liberdades individuais."

Ainda segundo Tibério: "É necessário ter dentro da política pessoas com perfil inovador. Procuramos por pessoas dispostas a colaborar com o crescimento de Alagoas, pessoas com habilidades e competências naquilo que fazem, pessoas dispostas a dizer não à corrupção e ao favorecimento; pessoas que possam ser alternativas à política que atrasa nosso estado, pessoas que saibam levar esse projeto acima dos interesses pessoais."

Com a ajuda das mídias sociais, grande aliada das novas ideias, o Novo vai colocar de fato o bloco na rua, já que em 2016 não disputou a eleição em Alagoas, vindo nesse momento principalmente para sentir a aceitação das urnas e o que o seu discurso traz de diferente do que já estamos saturados de escutar.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

ABERTA A TEMPORADA DAS CALAMIDADES ADMINISTRATIVAS


Passada a euforia das eleições e das infindáveis promessas eleitorais, os prefeitos enfim assumiram suas funções e deram de cara com a dura realidade das verdadeiras massas falidas que encontram-se as prefeituras, devido principalmente a crise econômica que o país atravessa. Em verdade isso já é uma reclamação costumeira de quem assume, mesmo que seja um legado de um aliado, o importante é deixar claro que você está pegando a famosa herança maldita deixada pelo antecessor, é a brecha que o político precisa para ter a desculpa e não cumprir com suas promessas de campanha devido a situação que as contas públicas foram encontradas.

Isso seria facilmente resolvido se a lei de acesso a informação fosse cumprida a rigor, se os portais da transparência fossem devidamente alimentados, e os Estados e municípios prestassem contas à sociedade de suas ações, com seus gastos, planejamento, receitas e despesas, durante toda a gestão, e sobretudo que essas informações fossem de fácil acesso para quem busca. É importante frisar que isso não é favor, é obrigação.

Mais do que nunca ser um gestor ao invés de político foi a frase que mais estampou a posse dos prefeitos, e vem sendo repetida desde a campanha, devido principalmente a dificuldade e a necessidade de se fazer mais com menos, o discurso populista vai dando lugar ao discurso austero, de controle de gastos, sobretudo com as prefeituras em estado de calamidade, o discurso acaba perdendo a força quando em meio a tudo isso vereadores e prefeitos aumentam seus salários bradando estarem sob a égide da legalidade, pouco importando o que a opinião pública vai achar disso.

A credibilidade da classe política vem se desgastando ano após ano, abrindo assim espaço para novas frentes e nomes, como a do empresário João Dória, por exemplo, eleito para comandar o destino da maior cidade da América Latina. E é no efeito Dória que boa parte dos políticos pretendem manter seus discursos de gestores eficientes, mas apenas o discurso sem prática tem prazo de validade, até para o próprio João Dória, caso não consiga alinhar sua gestão com as metas estabelecidas.

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