segunda-feira, 25 de setembro de 2017

RODRIGO CUNHA NO LIVRES SERIA BOM PARA AMBOS


É cada vez maior a especulação de que o Deputado estadual Rodrigo Cunha estaria deixando o PSDB para se filiar ao Livres (antigo PSL), partido que está em processo de renovação em todo o Brasil e Alagoas recentemente entrou nesse alinhamento que já vem acontecendo em outros estados, a executiva nacional vem adotando de vez o perfil liberal, e essa será a nova cara do PSL, abandonando o seu passado e assumindo sua nova postura como o Livres, sem nenhum apego ao antigo e envelhecido PSL.

Por falar em envelhecido, o PSDB já não comporta mais o tamanho de Rodrigo Cunha, que tem um mandato de destaque na Assembleia Legislativa, sempre muito ponderado nas palavras e propositivo nas ações, é de longe hoje um dos melhores nomes na política alagoana, de modo que Cunha não merece continuar associado ao PSDB e sua velha política, principalmente aqui em Alagoas, Rodrigo Cunha é um jovem deputado atento ao futuro e com uma nova postura política que não fica apenas no discurso.

Recentemente o diretório estadual em Alagoas do PSL foi passado ao Livres e que tem Henrique Arruda - médico que teve participação ativa em movimentos de rua durante o processo do impeachment de Dilma no estado - como o novo Presidente estadual e Danilo Calado - ex-PSDB e cunhado de Rodrigo Cunha como vice -, o que fortalece ainda mais a tese de que Cunha estaria de malas prontas também.

Rodrigo Cunha é um quadro que qualquer partido político gostaria de ter, e o Livres é um partido que tem o perfil que o deputado busca, principalmente diante de tanto desgaste que a classe política e seus partidos vem sofrendo, cada vez mais atolados em esquemas de corrupção e que vivem parasitando o dinheiro público.  

Ambos buscam acabar com esse coronelismo arraigado que aflige há anos Alagoas e maior eficiência da máquina pública, o Livres tem o que Rodrigo Cunha precisa e vice-versa. Definitivamente não sei como essa aliança pode dar errado, esse seria/será o melhor caminho para o partido e para o deputado.

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

PREFEITURA E VEREADORES PÕE FIM AO UBER EM MACEIÓ


O Brasil possui hoje mais de 13 milhões de desempregados, dentre todos os estados, Alagoas é o 4º do país com maior índice de desemprego. O brasileiro tem que se virar para conseguir fechar as contas no final do mês, isso graças a uma crise econômica e política que perdurará ainda por bastante tempo.

Muitos desses que se encontram sem emprego recorreram ao Uber como alternativa de complementação de renda, ou até mesmo para ter alguma renda para sobreviver, o aplicativo trouxe também mais liberdade aos usuários e direito de escolha, com baixo custo e serviço impecável, algo que há muito tempo não era visto por aqui.  Logo o sucesso do aplicativo foi incomodando quem detinha o monopólio do serviço, que era prestado de forma bastante insatisfatória e deficitária.

Nessa semana os Vereadores de Maceió aprovaram a PL 120/2017 que regulamenta a Uber na capital alagoana. Segundo o PL, de autoria a Prefeitura de Maceió, uma taxa no valor de R$ 120 deverá ser paga por veículo cadastrado à SMTT. Pagamento este feito pela administradora da plataforma digital, dentre outras exigências. 

Não precisa ser nenhum expert para saber que no final de tudo quem vai pagar por isso vai ser o usuário, já tão massacrado por uma carga tributária absurda, tornando o aplicativo inviável para rodar em Maceió. A prefeitura nem ao menos se preocupou em saber da população o que ela achava do projeto, empurrou goela a dentro.

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira diz entender que a “Uber é importante, mas é uma corporação mundial que fatura bilhões de dólares em todo o mundo, e não me parece certo que ela use algo regulamentado pelo município e não pague imposto."

Pois bem, a Uber - como bem disse o prefeito Rui Palmeira -, por ser uma corporação mundial, e de capital privado, sentindo um ambiente comercialmente inviável e que não lhe trará retorno, simplesmente deixará de existir em Maceió, indo para outros países, estados e municípios, gerando emprego e renda em outros lugares, enquanto por aqui os usuários e principalmente quem gerava renda através do aplicativo ficará no prejuízo, e isso por culpa exclusiva da prefeitura de Maceió.

Como bem disse a Uber em nota: “A prefeitura enquadrou inovações tecnológicas em regras do século passado.”

E tudo que o Brasil não precisa são de mais burocratas que só atrapalham a vida do cidadão, que empurram cada vez mais impostos e tiram as alternativas que geram riqueza e bem estar. 

Parabéns, Rui Palmeira. Parabéns por colaborar com o desemprego que já penaliza tanto o maceioense. Parabéns por prezar o corporativismo, e acima de tudo, parabéns pelo desserviço a livre concorrência.

Todo o ônus disso vai para a sua conta.

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

CANDIDATURA DE BOLSONARO JÁ É UMA REALIDADE


Quer você goste ou não, concorde ou não, é indiscutível que a cada dia o nome do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) cresce para a disputa da Presidência em 2018.  Muitos ainda rechaçam essa possibilidade, analistas dos mais conceituados portais de notícias acreditam que até lá Jair Bolsonaro não aguente a fritura, esses analistas são os mesmos que davam a certeza que Donald Trump sequer sairia candidato a Presidente do Estados Unidos, e vejam só o resultado. As recentes pesquisas de intenção de voto mostram o crescimento e fortalecimento do nome do deputado carioca, o colocando em 2º em quase todos os cenários.

Muito desse fortalecimento se dá por conta de uma militância engajada e espontânea que cresce cada vez mais pelas redes sociais ao redor de Bolsonaro, o que facilita a comunicação e contraponto de notícias muitas vezes distorcidas pela grande mídia, e principalmente, pela aquela mídia de esquerda que não tem mais vergonha de inflar demagogia e destilar sua desinformação para o seu público.

Outro fator importante é a total desconfiança que a classe política transmite quase como um todo, onde é quase unanime o envolvimento do nosso Congresso Nacional em escândalos de corrupção. Corrupção essa que ninguém consegue acusar Bolsonaro, sendo esse o seu principal discurso e dos seus apoiadores para 2018.

Bolsonaro que vive cercado por polêmicas e defende ferrenhamente os governos militares, acredita e propaga que não houve ditadura de 1964 a 1985 e que o Brasil se livrou a ditadura comunista nesse período graças a intervenção das Forças Armadas que durou 21 anos.

As redes sociais tem sido uma grande aliada, as páginas de apoio a candidatura de Bolsonaro bombam na internet pela forma "zueira" que levam suas abordagens, ferrenho crítico da patrulha do politicamente correto e vitimismo de muitos movimentos sociais, mostram a incoerência dos adversários e desonestidade intelectual quando o acusam de algo. Quanto mais o perseguem mais tem crescido o apoio ao seu nome.

Os adversários não entenderam ainda que quanto mais terrorismo fizerem com o nome de Bolsonaro mais ele crescerá, o exemplo dos EUA não é absurdo e deve sim ser levado em consideração.

O que Bolsonaro ainda não entendeu é que qualquer comentário, piada, ou opinião por mais banal que ele ache que seja, terá proporções incalculáveis, positivas e negativas, e que será usado contra ele. Sua pré-campanha, mesmo que ele diga que ainda não esteja em uma, age de forma amadora, sem propostas reais para o futuro do país, o vejo apenas repetindo o clichês que já vemos diariamente na internet.

Aliás por muitas vezes Bolsonaro se comporta como um adolescente mimado, sem saber contrapor quando interpelado, e tende a perder para ele mesmo em 2018.

Seu grande desafio antes ainda da campanha é conseguir um partido que sustente sua candidatura, tendo em vista que o PSC não lhe passa segurança para isso, e com quais alianças se cercará para fortalecer sua candidatura.

Um dos apoiadores do Deputado em recente entrevista soltou uma frase que faz muito sentido: "Modéstia à parte, se não fossem as redes, hoje ele seria um Enéas (Carneiro, ex-deputado morto em 2007) da vida".

Os tempos mudaram, a política brasileira também tem mudado e de 2013 pra cá, nada deve ser considerado óbvio, principalmente por aqui, mas o país ainda é muito maior e muito mais profundo que as redes sociais.

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